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Terça, 11 Dez 2018
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POLÍTICA
MINISTÉRIO APROVA CARDIOLOGIA DE INTERVENÇÃO
Rádio Cova da Beira
O ministério da saúde já deu luz verde à criação da unidade de cardiologia de intervenção do centro hospitalar da Cova da Beira. O anúncio feito por Adalberto Campos Fernandes em audição parlamentar, em resposta a um conjunto de preocupações levantadas sobre a saúde no distrito.
Por Nuno Miguel em 02 de Mar de 2018
João Marques, deputado do PS eleito pelo distrito, foi o primeiro a levantar a questão, recordando que há muito que essa valência é aguardada “a unidade de cardiologia de intervenção da Beira Interior é o exemplo dessas valências que urge criar. Esta região aguarda há anos pela criação e vai permitir a realização de ICP´S primárias em caso de enfarte agudo de miocárdio em tempo útil para a sua realização em tempo útil para os cidadãos que habitam ou estejam nos distritos de Castelo Branco e da Guarda. Por isso queria questionar o senhor ministro sob o ponto de situação da criação desta unidade de cardiologia de intervenção da Beira Interior”.  
Também Álvaro Baptista, deputado do PSD eleito por Castelo Branco quis saber quais os passos para suprir uma lacuna que há muito é sentida pela região e que ainda recentemente foi também identificada pelo presidente da sociedade portuguesa de cardiologia “no interior faz falta cardiologia de intervenção pois o centro mais próximo está a duas horas e meia de viagem de ambulância, muito para além daquilo que é o tempo desejável para uma intervenção. A questão sobre isto é saber se o ministério tem ou não esta situação referenciada e se tem ou não previsto alguma coisa para o resolver".
Na resposta, o ministro da saúde reconhece que a Beira Interior é ainda o ponto negro no que diz respeito à cardiologia de intervenção. Mas Adalberto Campos Fernandes garante que “já foi dada luz verde por parte da senhora secretária de estado adjunta e da saúde para a criação da unidade de cardiologia de intervenção no centro hospitalar da Cova da Beira. Essa é uma matéria que está autorizada e decidida. Naturalmente que acompanhamos a reflexão que foi feita sobre a prontidão do socorro aos doentes coronários agudos e faz todo o sentido que, nos pontos de rede que já existem, a Cova da Beira também tenha essa funcionalidade”. 
Nas perguntas apresentadas ao ministro da saúde, Álvaro Baptista mostrou-se ainda muito preocupado com os elevados tempos de espera para a realização de cirurgias e consultas de diversas especialidades. E por isso questionou “onde é que ficaram os médicos que o governo ia convencer a mudarem-se para o interior? Estamos a falar de uma das populações mais envelhecidas que temos em Portugal. Faltam mais médicos e enfermeiros no interior, espera-se quase sempre mais por uma consulta de especialidade ou por uma cirurgia. Uma das promessas deste governo foi a de que ia fixar mais médicos no interior, mas os números mostram que falhou”.  Uma questão que acabou por ficar sem qualquer resposta por parte de Adalberto Campos Fernandes.

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