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Terça, 11 Dez 2018
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CULTURA
É URGENTE PRESERVAR ACERVO DE JOSÉ PIRES BRANCO
Rádio Cova da Beira
José Pires Branco admite que o externato de Sta. Teresinha, hoje escola do primeiro ciclo do Agrupamento de Escolas do Fundão, foi um dos projectos mais marcantes da sua carreira de arquitecto, que começou no Fundão, onde deixou várias obras emblemáticas como o edifício da metalúrgica ou a casa Albano Monteiro.
Por Paula Brito em 27 de Feb de 2018
 

 “Porque nasceu de uma espontaneidade muito grande, feita calmamente como quem está a brincar, e realmente a Sta. Teresinha permitiu-me navegar livremente, com a liberdade de quem não fez mais porque não foi capaz de fazer mais.”

Natural de Casegas, onde nasceu a 1 de Novembro de 1928, José Pires Branco iniciou a sua carreira de arquitecto no Fundão onde foi homenageado, no passado sábado, durante a reflexão sobre o património, promovida pelo museu arqueológico municipal para assinalar o seu 11.º aniversário. A ocasião foi aproveitada para o lançamento do livro da autoria dos arquitectos Pedro Novo e Paulo Fortunato sobre este emblemático edifício onde também deu aulas. Vivências e memórias recordadas durante uma tertúlia que antecedeu a inauguração da exposição, patente na moagem, onde se encontram 19 dos seus mais representativos projectos, como explica Pedro Novo.

É uma colectânea de desenhos mais representativos das técnicas que ele desenvolveu durante a sua carreira, dando um enfoque a alguns dos edifícios mais importantes da cidade do Fundão, nomeadamente o edifício da escola de Sta. Teresinha que aproveitamos para lançar aqui no aniversário do museu, dando essa importância ao edifício e relançar a discussão sobre o património do Fundão.”

Pedro Novo e Paulo Fortunato, responsáveis pela mostra, aproveitaram a oportunidade para deixar um alerta para a necessidade de preservar e divulgar o acervo de José Pires Branco, doado pela extinta secção regional do sul da ordem dos arquitectos à câmara municipal de Castelo Branco.

“Mas que continua a necessitar de cuidados urgentes de arquivismo, de manutenção e de divulgação. O alerta que deixamos é que não só a Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos como a câmara de Castelo Branco possam encontrar aqui um entendimento para que alguém, não temos que ser nós, possa desenvolver actividades e possa preservar um acervo tão importante e tão rico como ele é.”

Parte dele pode ser visitado na moagem até ao próximo dia 13 de Maio, de terça a domingo, entre as 14h e as 17h 30m numa exposição designada “José Pires Branco – Um ecléctico Beirão Moderno.”  


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