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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
“RELEVÂNCIA TEM VINDO A ESBATER-SE”
Rádio Cova da Beira
O vereador do CDS/PP na câmara da Covilhã considera que o facto de o município não fazer parte da nova estrutura dirigente da comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela é um sinal claro da perda de relevo que o concelho tem vindo a ter neste organismo.
Por Nuno Miguel em 27 de Feb de 2018
Na última reunião pública do executivo, Adolfo Mesquita Nunes sublinhou que “ao longo dos anos a relevância da Covilhã no âmbito desta comunidade intermunicipal tem vindo a esbater-se de forma considerável. Eu não sou dos que entende que estas comunidades devem servir para as câmaras rivalizarem umas com as outras e por isso não vou tanto pegar na questão de a Covilhã não ter a presidência, porque sendo uma matéria relevante, deixo isso mais para a área do comentário mas como vereador compete-me perguntar qual é a estratégia da câmara da Covilhã para os próximos anos no âmbito da sua participação na comunidade e no âmbito de ganhar relevo na execução dos seus trabalhos?”.  
Críticas que o presidente em exercício da autarquia covilhanense desvaloriza. De acordo com José Armando Serra dos Reis não existe nenhuma perda de influência mas antes uma solução consensual e, que se espera, traga benefícios à região “no anterior mandato optou-se por uma presidência bipartida entre o Fundão e a Covilhã e neste momento os senhores presidentes de câmara acharam por bem que essa presidência seja partilhada do outro lado da Serra. Todos tem que participar e eu, pessoalmente, nada tenho a opor que Seia e Gouveia partilhem neste mandato a presidência”.   
Afirmando-se como um regionalista convicto, José Armando Serra dos Reis afirma que este modelo de descentralização não é o que melhor serve os interesses da região, deixando como exemplo a fusão entre a antiga “Comurbeiras” e a comunidade de Serra da Estrela “esse foi um casamento forçado; ao tempo a «Comurbeiras» já estava a ser estabilizada, tinha um protagonismo diferente. O presidente era uma figura predominante e que tinha poder de iniciativa. Evoluímos para uma comunidade intermunicipal, que é outra forma de governança, que não satisfaz a Covilhã e que provavelmente também não deixará satisfeitos os municípios envolventes. Conteúdo temos que procurar gerir da melhor forma aquilo que temos”.

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