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Quarta, 26 Set 2018
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SOCIEDADE
CUIDADOS PALIATIVOS PARA TODOS
Rádio Cova da Beira
Os cuidados paliativos devem deixar de ser para poucos para serem para todos. A ideia foi deixada por Carlos Centeno, director da unidade de medicina paliativa da Clinica da Universidade de Navarra, em Espanha, durante o primeiro congresso internacional de cuidados paliativos que reuniu mais de 400 pessoas durante dois dias em Castelo Branco.
Por Paula Brito em 26 de Feb de 2018
 

 “Temos serviços de cuidados paliativos mas temos que reconhecer que só atendem uma pequena percentagem das pessoas que necessitam, para oferecer cuidados paliativos a todos os que necessitam é preciso generalizar o seu uso, não só através dos especialistas, todo o médico que acompanhe um paciente na doença e no final da vida devia fazer cuidados paliativos, não há outra medicina para estar junto ao doente quando a doença avança e se aproxima o final da vida. Todos têm que fazer cuidados paliativos, temos que passar da medicina paliativa para uns poucos a uma medicina paliativa para todos.”

Carlos Centeno, pioneiro em Espanha na medicina paliativa, conhece o trabalho da unidade de dor do Fundão e reconhece o trabalho que está a ser feito no nosso país nesta área.

“De uma maneira geral não vamos mal, acho que temos o trabalho feito em Portugal e na Europa, e Portugal em algumas coisas pode dar lições ao resto da Europa. Por isso a minha primeira mensagem é que estamos no bom caminho, agora, o repto para o futuro é que temos de passar de uma medicina paliativa para uns poucos para passarmos de uma medicina paliativa para todos.”

O primeiro congresso internacional de cuidados paliativos, organizado pela equipa da Unidade de dor crónica e medicina paliativa da ULS de Castelo Branco, excedeu todas as expectativas. Eram esperados cerca de 150 pessoas mas estiveram presentes mais de 400, o que na opinião de Isabel Duque Martins, que coordena a unidade, demonstra bem o interesse por esta área que tem pergaminhos no distrito:

“Castelo Branco tem a tradição dos cuidados paliativos, temos a figura incontornável do Dr. Lourenço Marques, temos a escola superior de saúde com a professora Paula Sapeta que teve  uma das primeiras pós-graduações e agora mestrado em cuidados paliativos. Fez-nos todo o sentido investir um pouco mais e fazer aqui um encontro dos cuidados paliativos nacionais e até internacionais.”

Dar voz aos cuidados paliativos durante dois dias em Castelo Branco foi o grande objectivo da primeira edição do congresso internacional de cuidados paliativos que reuniu durante dois mais de 400 pessoas de vários pontos do país e de Espanha.


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