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Terça, 25 Set 2018
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POLÍTICA
“ESTAMOS A PONDERAR OUTRAS POSSIBILIDADES”
Rádio Cova da Beira
A câmara da Covilhã não vai avançar com a reaquisição dos 49 por cento do capital social da empresa “Águas da Covilhã”. A afirmação feita por José Miguel Oliveira na última reunião pública em resposta a uma interpelação feita por Nuno Pinto, que encabeçou a lista do Bloco de Esquerda à união de freguesias da Covilhã e do Canhoso nas últimas eleições autárquicas.
Por Nuno Miguel em 24 de Feb de 2018
No período de intervenção do público, Nuno Pinto referiu que essa operação pode ser concretizada por um valor próximo dos 18 milhões de euros e esta é uma oportunidade que, diz o dirigente do Bloco de Esquerda, não deve ser desperdiçada “está previsto no contrato de privatização das águas que entre 2018 e 2019 possa ser feita a recompra do capital social pelo valor que foi vendido de 18 milhões e meio de euros. E eu queria saber se a autarquia está a ponderar esta situação porque em cinco anos, pelos números que nós temos são já 22 milhões de euros de prejuízo que as águas estão a dar, e acho que a recompra se calhar justificava-se. O senhor presidente da câmara sempre disse que estava para defender os interesses públicos e não os privados. Temos esta oportunidade numa questão tão importante como é a da água e acho que não a devíamos perder”.   
Na resposta o vereador da autarquia covilhanense sublinha que o município não tem condições financeiras para concretizar essa operação. José Miguel Oliveira sublinha que aos 18 milhões e meio de euros há que acrescentar o valor dos juros o que iria aumentar os encargos dessa reaquisição “acredite que nós fazemos essas contas e estamos a falar de cerca de 23 milhões de euros que seriam necessários para recomprar a parte pública. Estamos a falar de qualquer coisa como metade da dívida do município à banca e como deve compreender não é uma operação que neste momento, e tendo em conta a situação financeira do município, esteja ao nosso alcance. 23 milhões de euros estamos a falar de duas barragens ou de quatro e meio teatros municipais. Estamos a ponderar outras possibilidades e que a seu tempo irão ser anunciadas”.  

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