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Domingo, 15 Dez 2019
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SOCIEDADE
“TEMOS MESMO DE AUMENTAR OS SALÁRIOS”
Rádio Cova da Beira
Arménio Carlos garante que a luta pela fixação do salário mínimo nacional em 600 euros este ano está longe de ter terminado. A afirmação feita pelo secretário geral da CGTP no sétimo congresso da união de sindicatos de Castelo Branco que decorreu nas instalações da associação empresarial da Beira Baixa no parque industrial do Tortosendo.
Por Nuno Miguel em 24 de Feb de 2018

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Arménio Carlos sublinha que esse valor já foi apontado como referência para vários sectores de actividade devido à luta desenvolvida pelos trabalhadores e o processo ainda não chegou ao fim “os salários não estão a aumentar de acordo com as condições económicas que o país e as empresas têm. A esmagadora maioria dos sectores de actividade estão a fazer negócio como há muito tempo não faziam, a aumentar a produção e os lucros mas não estão a distribuir essa riqueza pelos salários dos trabalhadores. E é bom que todos nós saibamos que a luta pela concretização dos 600 euros como salário mínimo nacional para este ano está longe de acabar. Nós temos mesmo de aumentar os salários”. 
O secretário geral da CGTP deixou ainda várias criticas aos agentes que acusam os sindicatos de querer encerrar empresas e de promover a instabilidade do país. As mesmas vozes, afirma Arménio Carlos “há dois anos atrás diziam que a CGTP ia de férias e hoje são os mesmos, que estavam tão preocupados por ter havido um abrandamento na luta porque os resultados se estavam a verificar, agora mudaram a agulha e dizem que estes sindicatos e este movimento sindical está a desenvolver uma linha de intervenção para procurar, com as suas lutas, encerrar as empresas, criar mais desemprego e até criar a instabilidade no país. Nada mais falso”.   
A alteração das leis laborais é um dos aspectos que, afirma Arménio Carlos, deve merecer uma atenção prioritária por parte do governo que vai ter, no próximo mês de Março, uma excelente oportunidade para provar de que lado é que está “não há política de esquerda com legislação laboral de direita e com uma reforça do estado que ponha em causa as suas funções sociais. E se o governo quer dar um sinal de esquerda tem agora uma excelente oportunidade. Dia 14 de Março vai ser discutida na assembleia da república uma proposta do PCP para revogar a norma da caducidade e reintroduzir o princípio do tratamento mais favorável. É algo que a CGTP há muito reclama e que só não se concretizará se os deputados do PS não quiserem. Já tem os votos garantidos de quem a propõe, tem o apoio do Bloco de Esquerda e de «Os Verdes», faltam os votos do PS. Agora é altura de cada um assumir as suas responsabilidades e dizer de que lado é que está. E não vale empurrar o assunto para a concertação social porque os patrões não irão abdicar de nenhum desses privilégios que lhe foi dado de mão beijada pelo anterior governo e pelos que o antecederam”.  
Um congresso onde, para além do plano de acção para os próximos quatro anos, foi também eleita a nova direcção distrital da união de sindicatos. Dos 122 congressistas com capacidade electiva, 96 exerceram o seu direito de voto, tendo a única lista submetida a sufrágio recolhido 95 votos a favor e um voto em branco. De acordo com Luís Garra “a união de sindicatos de Castelo Branco não tem problemas internos e está preparada para enfrentar o futuro com confiança, esperança e muita determinação. E acima de tudo está garantida a qualidade desta união de sindicatos. As soluções de direcção que foram encontradas procuram garantir que não há interrupções nem vai entrar em convulsões. Está garantido que ela vai continuar a ser uma união que os sindicatos apreciam e que os trabalhadores respeitam”. 
A primeira reunião da nova direcção da união de sindicatos de Castelo Branco está agendada para o próximo dia oito de Março. Um encontro onde um dos temas em destaque vai ser a eleição do novo coordenador daquela estrutura sindical.

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