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POLÍTICA
CMF DEFENDE NOVO PARADIGMA DE FLORESTAÇÃO PARA A GARDUNHA
Rádio Cova da Beira
Presidente da câmara municipal do Fundão pede reunião com carácter de urgência ao Instituo de Conservação da Natureza e das Florestas. Em causa estão os perímetros da Serra da Gardunha.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Feb de 2018

O município do Fundão está disponível para assumir uma maior responsabilidade na gestão florestal na área protegida da Serra da Gardunha. O presidente da autarquia já informou a Secretaria de Estado das Florestas desta decisão

 

“Estamos dispostos a encontrar soluções de cooperação e até de maior responsabilidade relativamente à gestão concreta da área florestal dentro da área protegida, nomeadamente aquilo que estava em regime de perímetro florestal que era da responsabilidade do ICNF, que nem sempre tem as condições e as capacidades, nomeadamente financeiras, para fazer um trabalho mais intensivo”, afirma o edil.  

 

Uma estratégia diferente precisa-se "a que foi adoptada não deu resultados e os incêndios deste ano vieram comprová-lo", refere o autarca. Com o ICFN, o presidente da câmara quer analisar novas soluções de trabalho nos perímetros da Serra da Gardunha

“Não acreditamos que os perímetros florestais da Gardunha se possam tratar nos próximos anos simplesmente deixando nas mãos da regeneração natural e defendemos um novo paradigma de florestação. Também não acreditamos na monocultura do Pinheiro como forma de reacção àquilo que foi a Gardunha no âmbito da sua paisagem protegida”, sustenta o autarca.

E em relação à floresta e à Gardunha, Paulo Fernandes lamenta ainda que algumas candidaturas aprovadas no passado para a intervenção nas redes primárias não tenham sido materializadas, apesar das promessas feitas

 

“Deram-nos a informação que essas candidaturas transitavam para um novo aviso de concurso e foi com muita estupefacção que no final do ano passado recebemos a comunicação que os projectos que tinham uma transição automática não foram aprovados”, lamenta Paulo Fernandes.

Mas se houve cortes financeiros nas candidaturas do passado também nas actuais a situação parece repetir-se. A Câmara do Fundão, com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, depois dos incêndios que fustigaram o concelho, apresentou candidatura a uma das medidas do programa de desenvolvimento rural no valor de cerca de 800 mil euros. Os cortes já começaram, mas as “surpresas” continuam, como destaca o vereador do executivo Paulo Águas:

 

“Neste momento, da parte da fiscalização retiraram 80 mil euros de uma rubrica que não consideraram elegível mas que foi o próprio ICNF, que também é um organismo do Ministério da Agricultura, que a propôs. Agora vem outro organismo da mesma tutela (IFAP) e retira-a. Sentimos que algo está a falhar e é urgente que quem tem competências nesta área, o Ministério da Agricultura e a Secretaria de Estado das Florestas, garantam que isto não possa continuar a acontecer”, realça o autarca.  

 

Uma questão complexa que precisa, de acordo com o vereador, uma posição urgente e firme do Ministério da Agricultura.

 


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