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Terça, 25 Set 2018
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POLÍTICA
CMC REGULARIZA 31 PRECÁRIOS
Rádio Cova da Beira
A câmara da Covilhã vai regularizar 31 casos da cerca de uma centena de trabalhadores em situação precária que exercem funções ao serviço do município. O tema esteve em debate na última reunião privada do executivo e mereceu duras críticas por parte do eleito do CDS/PP.
Por Nuno Miguel em 15 de Feb de 2018
De acordo com Nuno Reis o diploma publicado pelo governo, tendo em vista o combate à precariedade, vem abrir porta à regularização de um conjunto de pessoas que o PS admitiu ao longo dos últimos anos mas sem ter em conta aquilo que são as reais necessidades da autarquia “durante este mandato do Partido Socialista foi introduzido um conjunto enorme de pessoas na câmara municipal sem que seja clara a sua necessidade e este diploma vem abrir a porta para a regularização de situações que, no nosso entendimento, são incorrectas. Por exemplo no caso das tarefeiras nas escolas há situações que continuam por resolver. Pelo levantamento que a câmara da Covilhã fez nós percebemos que existe um conjunto de «tachos» que foram atribuídos durante quatro anos e que, com a criação deste diploma, vão ter a oportunidade de ser introduzidos”. Críticas que o presidente em exercício da câmara municipal da Covilhã desvaloriza. Para José Armando Serra dos Reis as palavras do eleito do CDS são reveladoras da sua matriz ideológica “eu pensava que isso já estava ultrapassado mas a matriz ideológica do CDS hoje revelou-se aqui. O senhor vereador votou contra uma proposta que é fundamental para a dignificação dos trabalhadores e para acabar com uma situação de precariedade e de incerteza. Já no anterior mandato a câmara municipal iniciou esse trabalho e em boa hora que esta legislação foi aprovada e aquilo que nós vamos fazer é, partindo desse enquadramento legal, valorizar todos os precários”. 
O autarca acrescenta que este programa de regularização apenas abrange os trabalhadores que já estão ao serviço do município e não se reportam à abertura de novos concursos. Sobre a situação das tarefeiras nas escolas, José Armando Serra dos Reis afirma que “é evidente que nós gostaríamos de atender a todos os casos. Temos perto de uma centena de trabalhadores nessa situação na autarquia e vamos regularizar 31. A situação das tarefeiras é muito concreta e vamos procurar regularizar todos os casos em que exista um horário de trabalho completo. Não podemos ainda dar resposta ao caso de uma funcionária que, por exemplo, efectue duas ou três horas de trabalho no serviço de limpeza de uma escola”. 
Já quanto às críticas de contratações de técnicos com base em critérios partidários, José Armando Serra dos Reis é peremptório “não se trata de uma questão de escolha mas sim dos trabalhadores que cumprem os requisitos. Tudo está a ser feito de forma clara, transparente e legal. Quando dentro de uns meses aqui estivermos para prestar contas vamos então avaliar se as pessoas são ou não competentes”.

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