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Quinta, 18 Out 2018
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SOCIEDADE
“É O MODELO QUE MAIS APOIO”
Rádio Cova da Beira
Ernesto Rocha mostra-se favorável à criação de uma unidade local de saúde para a Cova da Beira. Em declarações à RCB o presidente da delegação distrital da ordem dos médicos sublinha que esse modelo, que já foi constituído em Castelo Branco e na Guarda, apresenta algumas vantagens em relação à forma organizativa assente num centro hospitalar e num agrupamento de centros de saúde.
Por Nuno Miguel em 11 de Feb de 2018

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Ernesto Rocha firma que é favorável à criação da ULS “não só para a Cova da Beira mas até, por exemplo, para o centro hospitalar da universidade de Coimbra. Estou aqui há 25 anos, já tive durante esse período vários modelos de gestão a nível hospitalar e aquele que eu mais apoio à o da unidade local de saúde. Por um lado porque permite uma articulação maior entre os médicos de família e os especialistas. Por outro lado, na parte económica, também não nos temos dado nada mal em Castelo Branco porque temos tido um «superavit». Não estou com isto a discutir a questão do financiamento dos hospitais mas é mais difícil conseguir-se atingir isso neste hospital. O modelo, em principio, não deve ser bom porque tem sempre um saldo muito negativo apesar da boa qualidade que existe. O outro modelo deve ser um bocadinho melhor porque não apresenta saldos negativos”   
Já quanto às propostas que fazem parte do programa nacional para a coesão territorial, que apontam para a criação de incentivos financeiros para os médicos que se fixem no interior do país, Ernesto Rocha sublinha que essa situação tem de ser encarada com alguma cautela “quando se criam incentivos essa situação pode ser até imoral. Eu estou aqui há 25 anos, nunca recebi nenhum incentivo por aqui estar e agora chega um médico mais novo e só por vir para Castelo Branco já recebe mais do que eu. Temos que ter alguma atenção em relação a isto porque a situação pode até criar algumas divisões. É preciso tomar algum cuidado”. 
Questionado ainda pela RCB sobre a possibilidade de as autarquias poderem vir a receber novas competências do governo na área dos cuidados primários de saúde, Ernesto Rocha prefere esperar para ver “em relação a isso eu estou expectante. Aquilo que a realidade nos diz é que em muitos casos a proximidade das coisas não é má. Eu, por exemplo, posso dizer que enquanto director do serviço de nefrologia do hospitalar de Castelo Branco já recorri algumas vezes à câmara municipal no sentido de resolver alguns problemas e até apoiaram algumas infraestruturas. Eu penso é que não se pode fazer logo tudo de uma vez. Primeiro devemos fazer um modelo e depois logo se vê”. 

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