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Domingo, 27 Mai 2018
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SOCIEDADE
FIXAÇÃO VAI SER UMA REALIDADE
Rádio Cova da Beira
O presidente da secção regional de Castelo Branco da ordem dos médicos acredita que, dentro de poucos anos, o distrito de Castelo Branco vai ter supridas as necessidades ao nível dos clínicos de medicina geral e familiar.
Por Nuno Miguel em 08 de Feb de 2018
Em declarações à RCB, Ernesto Rocha afirma que “a fixação de novos médicos vai ser uma realidade porque os hospitais centrais começam a estar superlotados e esta juventude, até porque eu também sou professor na faculdade de ciências da saúde, começa a ter noção que a qualidade de vida numa reunião como esta é maior. Além disso os próprios meios técnicos que estes hospitais começam a ter em nada ficam a dever aos hospitais centrais. Por isso com a vinda de mais internos para tirar a especialidade nos hospitais do interior eu tenho a certeza que num espaço de cinco ou seis anos essa fixação vai ser uma realidade, sobretudo na medicina geral e familiar e essas dificuldades vão deixar de existir”.
Ernesto Rocha reconhece que é necessário que também o governo tome medidas no sentido de fixar mais médicos no interior, que não passem apenas por incentivos financeiros, mas também é necessário que os hospitais da região saibam mostrar melhor as suas potencialidades “os hospitais tem de saber começar a vender a sua imagem, no sentido de mostrar as potencialidades que tem. Por exemplo no caso da Covilhã oferecem uma faculdade onde se pode leccionar, fazer investigações e doutoramentos e as pessoas não estão longe dos grandes centros. Se for preciso estão em Lisboa passadas duas horas. Ainda recentemente estive numa conferência em Luanda e onde transmiti a imagem de que Castelo Branco é uma das cidades mais perto da Europa, porque na realidade é. Os jovens médicos estão a começar a ver esta realidade e quando se diz que vão ter que emigrar para o estrangeiro, eu digo emigrem para Portugal”. 
Sem em relação à medicina geral de familiar, Ernesto Rocha acredita que o problema vai ser resolvido, já em relação a algumas especialidades o distrito contínua a ter alguns problemas “por exemplo urologia, otorrino ou oftalmologia. Mas esses são problemas não apenas do distrito de Castelo Branco mas de todo o país e estas coisas tem de ser resolvidas em sede nacional para se saber por exemplo como é que Coimbra tem o maior serviço de anestesiologia do mundo e depois há hospitais que não tem anestesistas”
Sem a abertura de vagas para especialidades, os médicos recém licenciados acabam, em muitos casos, por rumar ao estrangeiro. Por isso o presidente da delegação distrital da ordem dos médicos defende que esse processo deve ser entregue aos colégios de especialidade “num país como o nosso é muito fácil conhecer as necessidades que temos e o problema de se abrir especialidades para todos sem depois haver vagas para os colocar é natural que viesse a dar o que deu. Penso que essa é uma decisão que deve deixar de ser tomada pelo ministério da saúde e passar para a alçada dos colégios de especialidade da ordem. Isso faria com que o problema fosse bem resolvido”. 

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