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Quinta, 18 Out 2018
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SOCIEDADE
SCMC NÃO RENOVA COM 40 TRABALHADORES
Rádio Cova da Beira
A Santa Casa da Misericórdia da Covilhã (SCMC) não vai renovar contratos este ano a cerca de 40 trabalhadores. Em causa está a notificação que recebeu para proceder à actualização do salário mínimo nacional e requalificação de carreiras dos trabalhadores.
Por Paula Brito em 07 de Feb de 2018
 

Uma medida que a misericórdia começou a tomar em 2016, na valência de lar, mas que não tem sustentabilidade financeira, para já, para proceder à requalificação dos restantes.

“Todas as pessoas que ganham o salário mínimo, tanto na parte das auxiliares de lar como ajudantes de lar, nós já o fizemos não em 2017 mas em 2016, são ordenados extremamente baixos e são dois terços da população dos colaboradores da misericórdia, relativamente aos infantários e administração ainda não o fizemos porque são ordenados mais elevados, e eu estava a aguardar que a misericórdia tivesse uma sustentabilidade mais firme para assumir esse compromisso.”  

Neto Freire diz que ao fim de cinco anos, e depois de conseguida a sustentabilidade financeira da instituição, o Estado volta a colocá-la em causa, criticando a atitude das entidades locais que avançaram com as notificações sem diálogo ou consideração pela instituição da economia social.

“Desde que recebemos as notificações já saíram três (trabalhadoras) e penso que no próximo mês são capazes de sair mais 10, até nós levarmos a efeito a exigência dessa notificação terão que sair 40. Não vamos mandar ninguém embora, mas contratos que temos de pessoas que não estão efectivas não iremos renovar, estamos a falar de 40 pessoas que terão que sair da misericórdia para ela se tornar novamente sustentável perante as exigências que o Estado tem feito à misericórdia da Covilhã e a todas a nível nacional.”  

Segundo Neto Freire, a diferença é que na Covilhã a misericórdia já foi notificada para avançar.

“Nas misericórdias a nível nacional, pelos contactos que eu tenho tido, tenho verificado que as entidades regionais e locais têm protelado e ajudado as instituições da sua cidade, o mesmo não tem acontecido na Covilhã e isso deixa-me triste e de certa maneira desanimado.”

O provedor da SCMC deixa assim um apelo à união da região.

“O meu apelo é para que, antes de se proceder a qualquer acto, haja um diálogo, respeito pela instituição, não somos um clube, não somos uma câmara, não somos o Estado, acho que deviam olhar para a instituição no sentido de ajudar a encontrar o melhor caminho, porque senão a região perde, a cidade perde e nós, covilhanenses, perdemos todos.”

Para Neto Freire em causa não estão os direitos dos trabalhadores, considerando que existem desigualdades salariais dentro da própria instituição que o Estado está a fomentar.  


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