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Domingo, 20 Mai 2018
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POLÍTICA
COVILHÃ: “ESTÁ QUASE TUDO POR FAZER NA ÁREA DO TURISMO”
Rádio Cova da Beira
A afirmação foi feita por Adolfo Mesquita Nunes, antigo secretário de estado da tutela, durante um debate promovido naquela cidade pela comissão política distrital da JSD e que pretendeu apontar caminhos para transformar o sector como um motor de desenvolvimento de toda a região.
Por Nuno Miguel em 07 de Feb de 2018
O actual vereador no executivo covilhanense sublinha que a existência da universidade da Beira Interior é um dos factores que mais pode contribuir para o desenvolvimento do sector face aos novos desafios que se lhe colocam. E deixou o exemplo “ainda recentemente a «google» anunciou que vai lançar uma aplicação que permite prever os atrasos nos voos de avião. Ao mesmo tempo uma rede da cadeia de hotéis «Acord» desenvolveu uma aplicação que permite lançar um sms a todas as pessoas que estão no aeroporto dizendo que se for obrigado a dormir aqui, tem um desconto de 50 por cento. Isso são dados, previsão, economia digital”.  
Adolfo Mesquita Nunes afirma que não é pelo facto de não existir um aeroporto que a actividade turística é menor. O grande problema reside na falta de estratégia, nomeadamente por parte do município “digam-me produtos à séria ou ideias concretas que a câmara tenha defendido para a Serra da Estrela. Quer posicionar a serra como? No inverno, no verão, o ano todo? Não sabemos. Ora se não sabemos é muito difícil promover e vender. Perante um cenário destes um empresário não tem a certeza de que quer investir. Não sabemos como é que a Covilhã se quer posicionar como destino turístico”.    
O antigo secretário de estado do turismo sustenta que a aposta na extinção do pólo de turismo da Serra da Estrela acabou por permitir trazer uma maior dinâmica ao sector. Mas para que o turismo possa crescer é também necessário reforçar a ligação entre o poder público e as entidades privadas “a Serra da Estrela é um tópico permanente de oportunidade que nunca é concretizada? Porque se entendeu, como uma tese que é pouco clara, que quando se tem um tesouro não podemos deixar que os privados toquem naquilo porque os privados querem lucro e o lucro é horrível. Então vamos dar a exclusividade disso a uma empresa para ter a certeza que, como não tem concorrência, só pensa no melhor. Como sempre acontece quando há monopólios dá asneira. E não tem a ver com quem lá esteve agora ou lá esteve antes. Está nos livros. Se não temos concorrência, não precisamos de nos preocupar. Poder-me-ão dizer porque é que não resolvi este problema nos três anos que lá estive. Porque o problema é juridicamente muito difícil de resolver porque houve governos que decidiram renovar concessões sem concurso público”.    
Adolfo Mesquita Nunes considera que não é possível criar uma marca de um dia para o outro. Por isso é necessário que a Covilhã saiba aproveitar todas as potencialidades de que dispõe, apontando como um caso de sucesso a requalificação do antigo hotel turismo numa unidade dedicada à lã e ao património industrial da cidade “a recuperação deste hotel não foi à neve mas sim à lã. É uma evolução. Se calhar temos aqui uma história para contar porque a lã depois permite contar a história da cidade. Faz sentido ter-se construído um prédio todo «xpto» para o «Parkurbis» quando tínhamos fábricas para recuperar como a universidade fez? Ninguém sabe onde é que está a história industrial da Covilhã. Se queremos ser conhecidos como a cidade que fracassou, tudo bem. Isto é uma oportunidade. O turismo industrial é uma oportunidade. A arte urbana é outro caso e esse então para mim é confrangedor. Nós já podíamos chamar-nos como o maior museu de arte urbana da Europa ao ar livre. Mas agora é o «Natal com Arte». Depois o «Carnaval da Neve». E uma história para contar?”. 

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