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Quarta, 18 Set 2019
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POL√ćTICA
CMC CRIA AG?NCIA DE TURISMO
No dia em que foi conhecida a decis?o do tribunal administrativo e fiscal de Castelo Branco, de n?o dar provimento, ? provid?ncia cautelar apresentada pelas c?maras do Fund?o e Covilh?, com o objectivo de suspender a nova entidade de turismo da Serra da Estrela, o munic?pio covilhanense anunciou a cria??o de uma nova ag?ncia de turismo.
Por Paulo Pinheiro & Nuno Miguel & César Duarte Ferreira em 18 de Dec de 2009

A estrutura dirigida por um técnico de turismo envolve a câmara da Covilhã e empresários ligados ao sector. Segundo Carlos Pinto, presidente da autarquia covilhanense, o objectivo é aproveitar sinergias e criar um calendário de eventos e acções que permitiram abordar, com profissionalismo, as potencialidades da oferta turística e alavancar o mercado turístico local.

Depois de ter alertado por várias vezes, outros municípios e agentes do sector, e como a resposta não surgiu a câmara da Covilhã vai seguir o seu caminho, diz Carlos Pinto, para quem a Serra da Estrela “é um produto morto, não tem a pro,moção adequada ao quen presenta no mercado nacional e internacional. Por isso, a Covilhã vai seguir o seu caminho, mas já sei que lá virá uma voz do pólo de turismo a dizer que a Covilhã vai fazer o seu caminho sozinha, porque ele não gosta de estar sozinho, porque disfarça a incompetência da estrutura que dirige.”

O edil esclarece que a estrutura a criar, não é uma empresa municipal: “vamos criar uma associação e não uma empresa municipal. Não vai direcção, nem cargos, nem vai representar custos significativos. Vai determinar um conjunto de acções e vamos criar dois postos de turismo, um no espaço dos paços do concelho, outro na entrada da cidade. É uma renovação da imagem turística da Covilhã”.

Romper com a situação de inércia, em que caiu a promoção turística da Serra da Estrela e da região, é a principal razão pela qual a câmara da Covilhã tomou a decisão de criar a agência de turismo.

Questionado sobre o apoio de fundos comunitários a projectos de turismo da região, nomeadamente os três hoteis, cujo financiamento está assegurado, em Penamacor, Gouveia e Fornos de Algodres, Carlos Pinto é peremptório: “Falara dessa situação é ridículo. Onde estão os fundos comunitários? Isso é uma treta para enganar papalvos”.

A decisão agora tomada surge, segundo a CMC, no seguimento da posição tomada pela autarquia na reunião de sete de Novembro de 2008 de não integrar a Turismo Serra da Estrela.

Covilhã e Fundão que, em Fevereiro desta ano, moveram uma acção judicial por considerarem ilegais os estatutos da nova entidade dado integrarem na assembleia geral, duas entidades privadas: A Turistrela e a Malcatur, que consideram inquinar a imparcialidade do órgão.

As duas autarquias apresentaram ainda uma providência cautelar para suspender a nova entidade turística. Na passada semana, a 10 de Dezembro, o Tribunal administrativo e fiscal de Castelo Branco, proferiu a sentença, considerando não haver demostração de suficiente prejuízo que justifique a suspensão.

À Lusa, o presidente da câmara do Fundão, diz que a decisão é “extemporânea, uma vez que surge 11 meses depois do acto eleitoral”. Para Manuel Frexes, a questão de fundo continua em tribunal, sublinhando que os dois municípios não querem deixar de estar na Serra da Estrela mas exigem um organismo de forma correcta e harmoniosa, onde os municípios sejam parte decisiva.

O presidente da entidade de Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão, acredita que a acção principal movida pelas duas câmaras vai seguir o mesmo caminho da providência cautelar.

“Tudo o que dissemos até agora, estava correcto. Nunca fizemos nada juridicamente errado”, acrescenta Jorge Patrão, que apesar do processo diz estar disponível a planear o futuro com todos.


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