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Sábado, 24 Fev 2018
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SKA NA COVILHÃ: AFINAL É UMA POSSIBILIDADE
Rádio Cova da Beira
O “Data Center” da “Altice” na Covilhã é uma das estruturas que pode vir a armazenar e tratar o volume de dados gerado pelas observações do maior radiotelescópio do mundo. O projecto foi esta tarde apresentado, tendo Portugal formalizado a adesão a um consórcio que integra a África do Sul, Austrália, Canadá, China, Holanda, Itália, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia, podendo a decisão de adesão ser tomada até final deste ano.
Por Nuno Miguel em 06 de Feb de 2018

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Domingos Barbosa, coordenador do projecto a nível nacional sublinha que a integração da Covilhã nesta rede se fica a dever às condições físicas e humanas que tem disponíveis “a Covilhã está no centro das infraestruturas digitais de Portugal, está ligada à rede nacional de dados académicos, tem o «data center» da «Altice» com uma enorme capacidade e tem ainda competências a nível académico, de engenharia e de formação avançada que são extremamente úteis ao projecto. Tudo isso pode ser muito importante para formar os engenheiros do futuro e para salvaguardar dados do projecto para várias décadas”. 
O projecto “Square Kilometer Array” vai colocar milhares de antenas a perscrutar todo o universo, estando prevista a instalação de um grande radiotelescópio na África do Sul e na Austrália. Os dados recolhidos posteriormente vão ser tratados e armazenados em vários “Data Center” mas Domingos Barbosa sublinha que a decisão final sobre a inclusão da Covilhã ainda não está tomada “não porque isto é um processo que se iniciou há pouco tempo. O «data center» está mapeado nas infraestruturas digitais que vão fazer o projecto. Aquilo que nós chamamos a forma como o «data center», a RCTS que é a rede que serve, por exemplo, os laboratórios da UBI, e outros do país se vão entroncar é um processo que vai demorar cerca de dois anos até nós sabermos como é que todo o puzzle fica montado””.  Luís Alveirinho, responsável da Altice Portugal, reconhece que existe todo o interesse da empresa em integrar este projecto, atendendo à capacidade de tratamento e armazenamento de dados que existe no “Data Center” da Covilhã “nós temos vindo a demonstrar um interesse muito grande neste projecto e em tudo o que ele envolve quer na parte de tratamento e armazenamento de informação. Por isso estamos hoje aqui na Covilhã onde está sediado o maior «data center» da «Altice» em Portugal e estamos naturalmente interessados por tudo aquilo que é o trabalho de investigação e desenvolvimento que temos ao nível da «Altice Lab´s» e todo o trabalho de cooperação que temos com as universidades em Portugal e com todo o tecido cientifico nacional. Ainda não temos nenhuma data concreta relativamente a isso mas acredito que em breve esse assunto poderá ser formalizado”. 
Já o presidente da câmara municipal, Vítor Pereira, acredita que  o “Data Center” vai conhecer uma nova dinâmica, caso o concelho passe a ser um dos locais para armazenar e tratar dados deste projecto “é uma grande capacidade para o armazenamento de dois ou três por cento dos dados que gera este projecto e estamos a falar de um volume de dados assinalável. Claro que, como presidente da câmara da Covilhã e como um defensor da Cova da Beira e da região, muito gostaria que esses dados pudessem ser armazenados no nosso «data center» da «Altice» aqui na Covilhã. Era também uma forma de o aproveitar, de o dinamizar e de dar corpo àquilo que efectivamente nós pretendemos que ele desempenhe porque foi para isso que ele foi construído e criado”.
Recorde-se que, em comunicado, a autarquia afirmou ontem que “o centro de dados da Altice (PT) – Data Center na Covilhã foi escolhido pelo consórcio nacional para ser o centro que em Portugal vai armazenar e tratar o astronómico volume de dados gerado pelas observações do supertelescópio, o equivalente aos dados gerados pelos aceleradores de partículas do CERN (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear) em Genebra (Suíça)”.      O projecto “SKA” contempla a instalação de antenas, distribuídas num raio superior a três mil quilómetros que vão captar ondas de rádio numa vasta gama de frequências. A expectativa dos responsáveis passa por conseguir mapear mil milhões de galáxias e ainda procurar vestígios de moléculas orgânicas que podem indicar a existência de vida noutros planetas. 

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