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Segunda, 15 Out 2018
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POLÍTICA
PORTAGENS: GOVERNO SEM SOLUÇÕES
Rádio Cova da Beira
Está agendado para o próximo dia seis de Março, no auditório da faculdade de ciências da saúde da UBI, um grande fórum regional contra as portagens na A 23 e na A 25. O anúncio feito esta manhã, em conferência de imprensa, pela plataforma de reposição das scuts e onde foram dadas a conhecer as conclusões da reunião que ontem mantiveram com o Ministro-Adjunto do Primeiro- Ministro.
Por Nuno Miguel em 06 de Feb de 2018

Luís Veiga, responsável do movimento empresarial “Pela Subsistência do Interior”, sustenta que este fórum pretende despertar a consciência de toda a região para este problema e não excluí a hipótese de virem a ser definidas algumas formas de luta “vamos ter essa reunião magna para a reposição das scut já para o dia seis de Março e com um carácter alargado. O nosso objectivo é conseguir mobilizar o maior número de pessoas para medirmos o pulso àquilo que as pessoas acham que deve ser feito. Não queremos tomar decisões precipitadas. Somos uma plataforma de sete entidades que são muito representativas da sociedade civil mas queremos que todas as decisões venham a ser ratificadas numa assembleia geral e para a qual vão ser convidadas para estarem presentes as CIM´S e também os grupos parlamentares”. 

 

O empresário acrescenta que “o governo reconhece que as portagens são um problema para a actividade económica e para as pessoas que vivem aqui nesta região mas quando se pergunta como ele vai ser resolvido, o governo não tem uma solução para isso, mais uma vez, o que nós lamentamos. Foi-nos inclusivamente pedido que apresentássemos algumas ideias para um contributo eficaz para a resolução deste problema e esse é um cenário que vamos avaliar”

 

Já o coordenador da união de sindicatos de Castelo Branco sustenta que esta é uma matéria que deve ter uma resposta rápida por parte do governo. Por isso Luís Garra assume a divergência quanto à possibilidade de esta medida fazer parte de um conjunto mais amplo de incentivos que o governo pretende apresentar para o interior “se ficarmos à espera de um conjunto de medidas articuladas para o interior para actuar sobre as portagens estamos a errar. Porque há um problema, que são as portagens, que está perfeitamente identificado e que tem solução. Então devemos actual o mais rapidamente possível sobre ele e, entretanto, vamos construindo melhores soluções para o interior. E neste caso o senhor ministro deixou no ar que as portagens tem de ser integradas num outro conjunto de medidas e ai mostrámos a nossa divergência quanto a isso”.  

 

Marco Gabriel, porta-voz da comissão de utentes da A 23, considera que é urgente passar das palavras aos actos e que os problemas do interior não sirvam para anúncios consecutivos que depois não tem qualquer efeito prático “existe aqui uma enorme incoerência entre aquilo que observámos, por exemplo, depois da tragédia do último verão em que ouvimos discursos sobre o interior mas falta que as medidas venham para o terreno. Não basta encher auditórios e propalar-se que «agora é que é» quando aquilo que nós precisamos é de coisas concretas. E esta é uma medida muito concreta. Não é a única que o interior precisa mas é uma medida chave”.

 

A associação empresarial da Beira Baixa, o Nerga, a comissão de utentes da A 25 e a união de sindicatos da Guarda são as outras entidades que fazem parte desta plataforma. Para já nenhuma autarquia ou comunidade intermunicipal da região aderiu a este movimento, apesar de várias tomadas de posição a favor da abolição das portagens. Uma questão justificada pela plataforma pelo facto de serem entidades do sector público e cujo processo de adesão seria muito complicado do ponto de vista administrativo. 


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