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Segunda, 19 Fev 2018
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POL√ćTICA
JSD DEBATE TURISMO NO INTERIOR
Rádio Cova da Beira
A definição de uma estratégia de marketing territorial é apontada por Luís Veiga como uma peça chave para potenciar o desenvolvimento turístico dos territórios do interior. A ideia deixada por Luís Veiga no decorrer de um debate promovido pela JSD na Covilhã e que pretendeu abordar esta temática como um dos motores para o desenvolvimento da região.
Por Nuno Miguel em 06 de Feb de 2018
O empresário aponta como pontos fracos do actual modelo uma forte dependência do mercado interno, a deficiente requalificação urbanística, falta de estruturação da oferta e o facto de o interior continuar a ser olhado como uma zona de passagem que a colocação de portagens veio agravar. Os pontos fortes residem em algumas marcas que se tem vindo a criar como as aldeias históricas e do xisto, o património judaico e o muito apreciado queijo da Serra.
Luís Veiga sustenta que são várias as medidas que podem ser tomadas para potenciar esse sector, mas na base terá de ser construída uma verdadeira estratégia de marketing territorial ”é por ai que se deve começar; falta termos uma estrutura que operacionalize isso que, na minha opinião, deveriam ser as CIM´S. As comunidades, os presidentes que estão nas autarquias e as estruturas políticas regionalizadas têm de ser responsabilizados por aquilo que não é feito pela região. Agora nem sequer se entender porque nem sequer há um presidente e por isso nem sequer podemos responsabilizar ninguém. Estruturar produtos diferenciadores é muito importante e é preciso que exista vontade nesse sentido e também criar plataformas electrónicas à escala regional, que sejam amigas dos utilizadores e que falem de serviços, espaços e também de produtos diferenciadores”.  
Já o antigo secretário de estado do turismo sustenta que o desenvolvimento do sector terá de passar por uma articulação forte entre as entidades públicas e os parceiros privados. Adolfo Mesquita Nunes defende que não é possível que cada município continue a definir a sua própria estratégia sem olhar ao que se passa à sua volta “isso é uma coisa muito típica dos presidentes de câmara porque querem criar estratégias turísticas a pensar no que eles gostam como turistas e isso é um erro. Temos de exigir às entidades públicas algo mais do que aquilo que têm feito. A começar pela inexistência de uma estratégia de turismo pensada para aqui. Eu detesto estratégias feitas centralmente e não estou a falar que deve ser a câmara a dizer o que vamos todos fazer. Mas pelo menos deve sentar-se com os agentes, com o sector privado e dizer-lhes o que é que queremos ser e como nos vamos promover. Podemos andar todos a tecer o futuro mas nenhum turista vai chegar aqui sem saber que futuro é que estamos a tecer e que marca é que nós somos”.   
Para além das estratégias de promoção interna, a região também não pode esquecer a sua ligação dentro de um mercado mais abrangente. Cláudia Monteiro de Aguiar, eurodeputada do PSD, deixou alguns exemplos de iniciativas que podem ser realizadas em parceria, tendo por base interesses comuns “devemos trabalhar mais e melhor em redes de parceria transeuropeias. Não estou a falar de criar produtos novos, porque os produtos já existem. Temos é de os redefinir ou reestruturas aquilo que existe. Há uma possibilidade de, por exemplo, interligar os estados membros que apostem no turismo gastronómico ou cultural, e criar redes europeias que tenham esse mesmo produto e dessa forma dinamizar melhor toda essa rede”.

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