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Quarta, 17 Out 2018
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POLÍTICA
FUNDÃO: “UM CONCELHO QUE NÃO CONSEGUE OFERECER FUTURO AOS SEUS”
Rádio Cova da Beira
É a avaliação do novo presidente da concelhia do PS do Fundão. Para António Quelhas, que falava na cerimónia de tomada de posse da nova comissão política, o Fundão “é hoje um concelho que não consegue oferecer um futuro aos seus”.
Por Paulo Pinheiro em 04 de Feb de 2018

O líder da concelhia do Partido Socialista fundanense sublinha que o Fundão “vive num estado de ilusão, sendo dirigido por um construtor de Castelos de Cartas, que a realidade e o tempo se encarregam de desmoronar”.

De acordo com o actual vereador do PS na CMF, os indicadores socioeconómicos evidenciam “um concelho amorfo” que se distancia dos Municípios vizinhos Castelo Branco e Covilhã, com os quais tem que concorrer.

 

“Podem dizer que estamos a falar de concelhos com outra dimensão, é certo, mas vejamos Belmonte e os seus indicadores demográficos e os números relacionados com o turismo. Nós que vivemos e trabalhamos cá bem sabemos disso! Urge mudar de caminho!”, declara.

 

António Quelhas reafirma o que tinha defendido em entrevista à RCB, o principal objectivo da nossa concelhia é reforçar o PS do Fundão

“E reforçar o partido significa que temos que nos organizar melhor, reforçar a nossa coesão interna e melhorarmos a nossa capacidade de influenciar os destinos do nosso território. Precisamos de chamar pessoas, atrair novos militantes para crescermos em qualidade e quantidade. Para isso precisamos de provocar o debate interno, abrir o Partido à sociedade e, sobretudo, devemos ir ao encontro das pessoas, dos seus problemas e das suas expectativas”, disse.

 

Para o novo presidente da comissão política concelhia, o PS do Fundão precisa de ouvir para debater. E debater para construir

“Precisamos dos que estão e dos vierem com vontade de trabalhar neste quadro alargado, rejuvenescido e com muita vontade para fazer coisas pelo Fundão. Fechamos a porta a ambições pessoais e a todos os que apenas olham para o partido como um caminho para resolverem as suas vaidades e interesses”, refere.

 

António Quelhas garantiu que nas próximas eleições autárquicas, o PS apresenta listas em todas as freguesias, mas para isso é necessário acompanhar e apoiar o trabalho dos eleitos pelo PS em todo o concelho.

 

 

“Não podemos ir às freguesias apenas de quatro em quatro anos. Temos que fazer um trabalho permanente de actividade política e de apoio para que ninguém se sinta desamparado na sua missão. Com humildade, mas com trabalho e sem complexos, devemos ir já à procura de pessoas para todas as freguesias”, acentuou.

 

O PS do Fundão promete promover ciclos de debates abertos a todos os Fundanenses, criar grupos de desenvolvimento temático assente nos cinco pilares que serviram de base ao programa eleitoral com que se apresentou aos Fundanenses

 

“Vamos criar um observatório do Fundão com o qual possamos medir os resultados das políticas seguidas. A definição de um conjunto de indicadores mensuráveis e sustentados em dados estatísticos independentes será fundamental para combater a propaganda instalada”, anunciou.

 

O reforço da presença do PS do Fundão nos órgãos distritais e federativos “para que a nível regional a posição do PS do Fundão conte” foi outra das tónicas da intervenção de António Quelhas que deixou uma exigência

“Sendo Fundão o terceiro maior concelho do distrito e com tradição nesta secção e nestas terras de dar vitórias ao PS a nível local, nacional e europeu, exigimos, por isso, tratamento consentâneo com esta realidade”.

 

Para as eleições dos órgãos federativos, que se brevemente se realizam, o PS do Fundão “parte completamente livre de compromissos ou obediências, respeitando a independência de cada militante. A comissão política será o órgão que definirá alinhamentos futuros, tendo sempre como orientação principal o interesse do Fundão”.

 

Tendo como objectivo vencer as eleições autárquicas de 2021, o PS pretende construir-se como alternativa no concelho, sem deixar de estar na primeira linha na defesa do Fundão e da nossa região, em assuntos tais como “uma A23 sem Portagens, saúde de qualidade, integrando o hospital do Fundão, um transporte ferroviário digno em quantidade e qualidade; estar contra o subfinanciamento das instituições de referência da região e defender o reforço da descentralização administrativa, a aposta no Interior e na cooperação transfronteiriça”, realçou.

Uma sessão em que a presidente da concelhia cessante sublinhou que “com uma enorme vontade foi possível reerguer o PS no Fundão”. Conceição Martins agradeceu a todos os contribuíram para o objectivo alcançado e passa o testemunho “a um homem que sei vai engrandecer o PS no Fundão e na região”.

 

Já a presidente da Federação Distrital de Castelo Branco do PS elogiou o trabalho que nos últimos anos o PS tem vindo a fazer no Fundão, nomeadamente pela concelhia presidida por Conceição Martins “com uma enorme dedicação, empenhamento e amor ao concelho”, acreditando que com António Quelhas o caminho vai continuar a ser feito e os resultados vão aparecer “com um PS ainda mais forte”.

Hortense Martins deixou total disponibilidade para acompanhar e apoiar o trabalho que o PS do Fundão vai fazer “ e de forma coordenada lutarmos por uma política distrital para a levarmos junto do PS nacional”. João Marques, deputado socialista na Assembleia da República, eleito pelo distrito de Castelo Branco, também marcou presença.

A nova comissão política do PS do Fundão:

António Quelhas, Carlos Morgadinho,  Conceição Martins, Vítor Cunha, Adelino Pereira, Rosa Moreira, Luís Baptista, João Paulo Belchior, Sandra Raposo, José Soares, José Luís Gadanho, Marina Nascimento, João Pereira, Abel Rodrigues, Vítor Félix, João Salvado, Ricardo Veríssimo, João Freitas, Paulo Sérgio, João Gonçalves Salvado, Francisco Roxo e Bruno Ramos.


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