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Sexta, 25 Mai 2018
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SOCIEDADE
ULS DA COVA DA BEIRA “SERIA BENÉFICA”
Rádio Cova da Beira
O bastonário da ordem dos médicos considera que a criação de uma unidade local de saúde na Cova da Beira teria vantagens sobre o modelo do centro hospitalar que actualmente está implementado.
Por Nuno Miguel em 04 de Feb de 2018
Em visita à região, Miguel Guimarães sublinhou que “uma ULS aqui eu penso que seria benéfica e traria vantagens sobre o modelo do centro hospitalar. De qualquer forma existem sempre condições locais que tem de ser devidamente avaliadas para tomar decisões. E muito sinceramente eu acho que este modelo, que só existe em meia dúzia de locais, devia ser mais promovido e implementado”.
O bastonário da ordem dos médicos acrescenta que as ULS são o modelo que melhor promove a articulação entre os diferentes níveis da rede de cuidados de saúde, à semelhança do que já aconteceu em Castelo Branco e na Guarda “as unidades locais de saúde tem sido um sucesso; eu conheço algumas particularmente bem tem sido a melhor forma de integrar a medicina geral e familiar com os cuidados hospitalares. E nós, uma das coisas que precisamos de fazer em Portugal com urgência, é uma reforma da saúde que englobe os cuidados de saúde primários, os hospitais, os cuidados continuados, os paliativos e os tratamentos que podem ser feitos em casa. A tudo isto não podemos esquecer os serviços de urgência e atendimento dos doentes porque é lá que as pessoas mais recorrem em situações agudas”.  
Se em relação às unidades locais de saúde, o bastonário da ordem dos médicos entende que a medida seria benéfica para as populações, o mesmo não se passa em relação à possibilidade de as autarquias virem a receber novas competências do governo ao nível da rede de cuidados primários de saúde. Uma opção de que Miguel Guimarães discorda frontalmente “eu não estou de acordo com isso; o que os ministérios têm feito ao longo dos anos é transferir competências e depois a responsabilidade pelos cuidados de saúde, em vez de serem centralizadas no governo, que é quem tem o dinheiro para distribuir pelo país, passa a ser das autarquias. Se depois os municípios não tiverem dinheiro, vai ser uma coisa muito complicada para as pessoas”.

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