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Sexta, 25 Mai 2018
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SOCIEDADE
QUEIJO A SERRA DA ESTRELA: QUALIDADE NÃO FOI AFECTADA
Rádio Cova da Beira
A reposição dos anteriores níveis de produção do queijo certificado Serra da Estrela demorará vários anos, mas a qualidade não foi afectada pelos incêndios, assegura à Lusa a Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela (ANCOSE).
Por Paulo Pinheiro em 03 de Feb de 2018

Após os fogos de 15 e 16 de outubro de 2017 na região Centro, «a situação era preocupante» quanto ao futuro dos rebanhos de raças genuínas da Serra da Estrela, bem como dos três produtos DOP da ovinocultura regional: queijo, requeijão e borrego. Terão perecido mais de 8.000 pequenos ruminantes, entre ovinos de raças autóctones e alguns caprinos, segundo estimativas da ANCOSE.

 

Mais de três meses depois da tragédia, «já temos alguns espaços a verdejar», com recomposição dos pastos atingidos pela seca prolongada e pelos incêndios. «Mas não tanto quanto desejaríamos», lamentou Manuel Marques, presidente da ANCOSE. Na sequência dos fogos, a ANCOSE, com sede em Oliveira do Hospital, redobrou o trabalho de apoio aos sócios, repartidos pelos 18 municípios da região demarcada do queijo DOP Serra da Estrela: Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Seia, Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu, nos distritos de Viseu, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.

«Continuamos a distribuir palha e rações pelos associados», disse, revelando que a entrega de borregas aos criadores que perderam animais começará em março ou abril. Na totalidade, a ANCOSE espera reunir, aos poucos, 400 ovelhas para repovoamento


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