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Sexta, 25 Mai 2018
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SOCIEDADE
MIGUEL GUIMARÃES NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
O bastonário da ordem dos médicos defende a adopção de medidas urgentes por parte do governo no sentido de permitir a fixação de mais médicos no interior do país. Miguel Guimarães esteve de visita à região onde marcou presença na sessão de boas vindas a 79 médicos internos que começaram este ano a trabalhar nas unidades de saúde do distrito.
Por Nuno Miguel em 02 de Feb de 2018
O bastonário sublinha que “ a falta de médicos é um problema que existe, nomeadamente no SNS, apesar de anualmente estarmos a formar mais médicos do que aquilo que são as necessidades do país. Mas a verdade é que o ministério da saúde não tem conseguido encontrar as condições necessárias para que fiquem no serviço nacional de saúde e nas áreas mais desfavorecidas e periféricas. Existe uma grande tendência para as pessoas se fixarem em Lisboa e no Porto e em Coimbra e na realidade se nós formos ver o número de médicos que existe nestas três regiões vamos verificar que existem mia médicos por mil habitantes do que nas outras regiões do país. O resto é conversa”.
Miguel Guimarães sublinha que a grande dificuldade reside na fixação de médicos ao nível do serviço nacional de saúde, onde faltam cerca de cinco mil médicos. E enquanto essa lacuna não for ultrapassada não é possível abrir mais vagas para especialidade, sendo esses um dos factores mais apresentado pelos jovens médicos para emigrar “esse é um dos argumentos que eu entendo mas não podemos esquecer que existe uma deficiência enorme de médicos no serviço nacional de saúde. No último estudo que nós fizemos, foi concluído que faltam em Portugal cerca de cinco mil médicos no SNS. Bastava que estas falhas fossem colmatadas pela metade para que os serviços fossem muito mais, a capacidade de formar internos seria muito superior e ai haveria condições para se fixarem nas zonas mais periféricas”.  
Para o bastonário da ordem dos médicos uma das ideias que deve ser desenvolvida para ultrapassar esse problema passa por retomar o conceito do serviço médico à periferia “ele foi feito em circunstâncias especiais mas foi muito importante para que muitas zonas tivessem médicos. Neste momento cabe ao ministério da saúde encontrar uma forma de conseguir que os médicos ajudem o país nesta medida. Mas isto tem de ser negociado porque no meu entendimento as pessoas que se deslocam para zonas mais carenciadas devem ter algumas contrapartidas que o ministério da saúde não está a dar”
Miguel Guimarães sublinha que essas contrapartidas não podem passar apenas por compensações ao nível financeiro “eu tenho dito isso até à exaustão; eu acho que há duas coisas que são fundamentais. Em primeiro lugar os médicos têm, de ser valorizados e acarinhados e, em segundo lugar, tem de ser feita uma aposta na melhoria das condições de trabalho. Não se pode querer que os médicos venham para o interior se não lhes forem dadas as condições necessárias para eles poderem exercer medicina de acordo com as boas práticas. Se isso acontecer, eles mais facilmente se fixam nas zonas mais periféricas”.

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