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Quinta, 18 Out 2018
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SOCIEDADE
VESPA ASIÁTICA É PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
Rádio Cova da Beira
O combate à vespa velutina não está a ser encarado com a seriedade que devia. A espécie invasora entrou em Portugal em 2011, vinda da Ásia, através do transporte de mercadorias, e desde então tem vindo a descer tendo chegado no ano passado à região.
Por Paula Brito em 31 de Jan de 2018

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 “A vespa tem vindo a descer de norte para sul, ela começou no Minho e agora está a chegar ao Vale do Tejo, em algumas zonas já chegou no ano passado e agora vai alastra-se para todo o Vale do Tejo. A base de dados a nível nacional aponta para a existência de 12 mil ninhos mas muitos não foram avistados sequer, só nós, no ano passado, desactivámos mais de 1.500 ninhos.”  

Marco Portocarrero da Associação Nativa, que se dedica à luta contra a espécies invasoras, foi um dos convidados das II Jornadas Apícolas do Fundão promovidas pela Pinus Verde no passado fim de semana. Marco Portocarrero falou dos problemas que a vespa velutina, também designada asiática por ser oriunda da China, causa na apicultura e não só.

“Esta espécie alimenta-se principalmente de insectos polinizadores, ou seja, essencialmente abelhas, e portanto traz muitos problemas à apicultura, mas não só, afecta a fruticultura, a silvicultura e é um problema de saúde pública porque podem encontrar-se ninhos em qualquer lado, desde enterrados até 50 metros de altura.”

Os municípios são os responsáveis pela erradicação da vespa mas a resolução do problema não está a ser encarado por todos da mesma forma.

“O governo entregou, sem mais nem menos, e sem verdadeira concertação, a problemática aos municípios e a partir daí os municípios fazem o tratamento se bem entenderem.”

Marco Portocarrero deixa algumas das acções que devem avançar para resolver e sobretudo prevenir o problema.

“Em primeiro lugar devia actuar-se de forma preventiva, não há acções preventivas, a Nativa vai agora propor aos municípios ainda não afectados serviços preventivos a baixos custos. Nos municípios já afectados deve haver uma luta coordenada entre os municípios, que não está a ser feita, a destruição efectiva de todos os ninhos, a localização de quantos mais ninhos melhor e a prevenção na Primavera para a captura das fundadoras antes que comece um novo ciclo.”

A vespa asiática organiza-se a partir de uma rainha, criando colónias que podem chegar aos milhares de indivíduos, destes calcula-se que algumas centenas possam disseminar para o próximo ano. A destruição de ninhos e a prevenção nos municípios que ainda não foram afectados é a melhor forma de erradicar esta espécie invasora altamente prejudicial para a apicultura.


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