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Quarta, 17 Out 2018
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POLÍTICA
EXECUTIVO DEBATE TEATRO MUNICIPAL
Rádio Cova da Beira
Câmara da Covilhã continua a aguardar visto do Tribunal de Contas para poder iniciar as obras e recuperação do teatro municipal. Entretanto a discussão quanto à estratégia e modelo de gestão a adoptar para aquele espaço continua a ser levada ao executivo, desde a primeira reunião do mandato, pelo vereador do CDS-PP. A última reunião pública não foi excepção.
Por Paula Brito em 31 de Jan de 2018
 

Adolfo Mesquita Nunes pediu, de novo, a documentação que sustenta essa estratégia.

“E se peço documentação é porque preciso de algo mais do que meras declarações, acho que é um equipamento central para o concelho, preocupa-me aquilo que me parece ser ausência de estratégia e gostava de olhar para a documentação que a consubstancia. Mas gostava de lhe fazer uma pergunta concreta nesta matéria que é, se o director do teatro municipal que está pensado é o João Aidos.”

Regina Gouveia, vereadora com o pelouro da cultura, anunciou para a próxima Primavera a realização de um fórum para debater essa estratégia com os agentes culturais do concelho que também foram ouvidos aquando da elaboração do projecto de recuperação do edifício.

“Aquilo que é fundamental dizer é que, embora ainda não tenhamos uma estratégia que tenha a ver com a gestão e exploração deste novo Centro de Inovação Cultural, temos os princípios orientadores daquilo que deve ser este modelo. Antes de se pensar devidamente o projecto que tem a ver com a intervenção na estrutura, envolveram-se agentes da comunidade, é nesse sentido que está previsto para este ano um fórum em que serão debatidas e partilhadas perspectivas sobre o que deverá ser esta estratégia.”

Quanto a João Aidos, foi o vereador José Miguel Oliveira que respondeu a Adolfo Mesquita Nunes. “O Eng. João Aidos entrou, numa fase muito inicial, como consultor desta câmara. Eu entendo que o político não tem que ser um génio renascentista que tenha que saber de todos os assuntos, por isso vou à procura de pessoas que me são recomendadas e o engo. João Aidos veio recomendado por variadíssimas câmaras municipais, o contrato foi por ajuste directo e foi publicado na base.gov em 25 de Maio de 2017, portanto não temos nada a esconder.”

João Aidos foi contratado como consultor do projecto, em Maio do ano passado, por ajuste directo, no valor de 25 mil euros e não para dirigir o teatro municipal uma vez que o modelo de gestão é uma decisão que não está tomada. José Miguel Oliveira garantiu ainda ao vereador do CDS que esta semana lhe faria chegar toda a documentação que esteve na base de apresentação da candidatura de recuperação e transformação do teatro municipal em Centro de Inovação Cultural bem como as actas das reuniões que se realizaram com os agentes culturais do concelho.

Um encontro onde o movimento “De Novo Covilhã” esteve, de novo, ausente. Segundo Vítor Pereira, Carlos Pinto justificou a ausência com a participação num workshop em França. Incluindo a tomada de posse, das nove reuniões já realizadas este mandato, foi a sétima reunião do executivo que não contou com Carlos Pinto, ou qualquer outro elemento do movimento, a maioria por questões de saúde, o que levou José Armando Serra dos Reis a desejar “as melhoras ao vereador ausente”.  


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