RCB/TuneIn
Segunda, 21 Mai 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
MEDUBI: NOVOS ÓRGÃOS TOMAM POSSE
Rádio Cova da Beira
Catarina Gonçalves tomou posse do segundo mandato como presidente do núcleo de estudantes de medicina na universidade da Beira Interior. A estudante do quinto ano do curso, natural de Bragança, encabeçou a única lista que se apresentou a sufrágio por forma a consolidar o trabalho que foi iniciado há cerca de um ano.
Por Nuno Miguel em 31 de Jan de 2018

Outras da categoria:

“Há um ano atrás nós começámos a dar corpo a um enorme desafio que era promover a mudança desta casa e apostámos na criação de novas actividades para serem um novo elo de ligação com a nossa comunidade e também desafiar os nossos estudantes para áreas como a solidariedade, a cultura e a acção social. Depois de um ano que foi positivo e com vários sucessos, a aposta em continuar tem como grande base consolidar todo esse trabalho”.
A ausência de vagas para especialidade no final do curso é uma das principais dificuldades que os jovens enfrentam antes de entrar no mercado de trabalho. Por isso a presidente da Medubi considera que é necessário que o poder político tome medidas para que os médicos não sejam forçados a emigrar “a questão da formação médica é uma questão vital porque não temos uma especialidade médica garantida quando acabamos a nossa formação e o nosso futuro não está garantido. Por isso temos de nos preparar caso o nosso futuro tenha de ser fora de Portugal. No nosso ponto de vista é necessário um planeamento diferente porque o nosso problema não é ter falta de médicos mas sim serem colocados onde são efectivamente necessários. É por isso necessário que o governo tome medidas para que as populações possam ter os médicos que precisam e onde eles são necessários” 
Catarina Gonçalves acrescenta que o número de médicos que tem emigrado, acaba por contribuir para um aumento das dificuldades em fixar estes profissionais nas regiões do interior. Para isso é preciso criar condições de atractividade “que não passam apenas por incentivos financeiros; é necessário garantir a formação e melhorar a acessibilidade aos locais porque muitas vezes os estudantes são dissuadidos de se fixar no interior por não saberem ao que vão. Existe uma síndrome de interioridade e por isso um desafio que também cabe aos estudantes é dar a conhecer as oportunidades do interior que, em muitos casos, são até mais do que nos grandes centros urbanos. Eu sou de Bragança e sou uma enorme defensora do interior do país e das oportunidades que ele tem para dar”.    

  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados