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USCB: CONGRESSO RE√öNE EM FEVEREIRO
Rádio Cova da Beira
Está agendado para o próximo dia 22 de Fevereiro o oitavo congresso distrital da união de sindicatos de Castelo Branco. A iniciativa vai decorrer no auditório da associação empresarial da Beira Baixa, no Tortosendo, e vai contar com uma centena de representantes de todos os sindicatos filiados naquela estrutura.
Por Nuno Miguel em 30 de Jan de 2018

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Um congresso que vai decorrer sob o mote “Com os trabalhadores, organização, unir, lutar, desenvolver o interior. Uma marca que faz parte da história genética daquela estrutura sindical, afirma o seu coordenador “esta questão do desenvolvimento do interior faz parte do nosso património de intervenção. Em outros congressos a expressão «desenvolver o interior» lá estava e nessa altura eram outros que andavam esquecidos deste problema mas nós já apresentávamos propostas concretas sobre esta matéria. Temos assim um património de intervenção desta matéria e também temos em curso a exigência de um plano de emergência para o distrito de Castelo Branco entendemos que esta questão devia fazer parte do lema e dos objectivos deste congresso”.  
A saúde, a justiça, o emprego, os salários e a protecção social e a educação são as principais linhas do programa de acção que já está a ser debatido pelos sindicatos por forma a dar resposta aos novos desafios pelo movimento uma vez que, afirma Luís Garra, o último mandato ficou marcado por duas fases distintas “iniciámos o mandato em 2014 a meio do período do governo PSD/CDS e nessa altura determinámos que íamos dar um ataque frontal às políticas da «troika» e a tudo fazer para contribuir para a derrota dessa coligação de direita e para as suas políticas gravosas para a nossa região. Depois tivemos uma segunda parte do mandato, com a formação do actual governo e com a nova correlação de forças que foi criada na assembleia da república onde valorizámos o que já foi conseguido mas também chamamos a atenção para o muito que ainda falta fazer”.
Em conferência de imprensa, o coordenador da união de sindicatos refere que é necessário também avaliar, de forma séria, um novo processo de reorganização administrativa do território. Luís Garra sustenta que essa ambição não tem sido concretizada pela unidade de missão para a valorização do interior e também não o será com a proposta de transferência de novas competências do governo para o município, deixando como exemplo a inclusão dos 11 municípios do distrito em três comunidades intermunicipais diferentes “isso não cabia na cabeça de ninguém mas coube na cabeça daqueles que tomaram essa decisão. Dai que nós voltamos a insistir na importância da regionalização administrativa do país. Temos plena consciência de que esse não é um processo imediato mas os problemas com que o interior se debate, e em particular o nosso distrito, requerem uma intervenção com medidas activas no plano imediato”.
Nesta iniciativa vai também ser feita a eleição da nova estrutura dirigente do sindicato, cabendo depois à união escolher o novo coordenador na primeira reunião depois do congresso. Questionado sobre a disponibilidade para se recandidatar a um novo mandato, Luís Garra é peremptório “eu nunca fui eleito para a direcção da união porque o quisesse ser; fui sempre eleito porque os camaradas do meu sindicato me propuseram. Neste momento cada sindicato está a discutir os nomes que vai indicar e o que posso dizer é que o meu nome faz parte do conjunto de nomes apresentados pelo sindicato têxtil. Mas para mim há uma questão que é ponto assente e os membros da união estão informados disso; o dia que eu deixar de ser dirigente da união de sindicatos não é o dia da minha saída mas sim o dia da entrada de um novo coordenador. A minha saída será o mais discreta possível, tal como aconteceu quando entrei”.

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