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SOCIEDADE
INCÊNDIOS DERAM MOTE À VISITA D. DUARTE AO DISTRITO
Rádio Cova da Beira
D. Duarte Pio terminou ontem, no Fundão, uma visita de dois dias ao distrito de Castelo Branco, pensada desde a tragédia dos incêndios. O Duque de Bragança entende que o modelo errado de desenvolvimento está a levar o país a um desenvolvimento sem progresso que tem provocado o despovoamento e situações como a que se viveram no último Verão.
Por Paula Brito em 29 de Jan de 2018

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 “Já há 40 anos que venho defendendo que o modelo errado de desenvolvimento, leva a um desenvolvimento sem progresso, e o que nós temos tido em Portugal é um desenvolvimento sem progresso, caótico, desregrado que acaba por provocar o despovoamento e estas situações de desgraça”.

Na recepção ao Duque de Bragança, que decorreu nos paços do concelho de Castelo Novo, Paulo Fernandes lembrou a importância das aldeias histórias na preservação da independência de Portugal nos seus oito séculos de história. O autarca fundanense falou da forma como a soberania do país está hoje em causa quando não há resposta para a invasão dos incêndios.

“Um país que não consiga ordenar e criar valor do seu território, é um país que, no limite, tem a sua soberania afectada. Um país que não consegue tomar conta do seu território, como nos tivemos aqui no Verão que estávamos sob a ocupação do fogo, um país que está sob a ocupação do fogo não é um país onde as pessoas possam andar livremente dentro dele, onde as pessoas possam ter segurança para se deslocar de um sítio para o outro, é um país que está em estado de sítio, onde os seus quadros de soberania também estão afectados.”

O presidente da câmara do Fundão relembrou que a Gardunha tem, como todo o território protegido, um problema de propriedade que precisa de novas soluções.

“Nós não podemos, numa zona de património natural, onde mais de 80% da propriedade é privada, não podemos pensar que o Estado não tem uma palavra maior a intervir e não crie instrumentos para que, ao lado dos proprietários, ou quando eles não estão, substituindo-se a eles, não tenha que exercer as suas competências e não se criem de facto novos modelos que tornem gestionável boa parte do território”.

O autarca aproveitou o momento para reflectir sobre a situação e pedir a D. Duarte convergência na defesa destes territórios. O duque de Bragança partilha da ideia que são necessárias novas respostas e até apresentou uma solução.

“Uma das respostas será uma gestão associativa das áreas florestais visto que a maioria das pessoas não tem condições económicas e até físicas devido à idade, de gerir as suas áreas florestas. Então façamos um trabalho associativo, quem tem possibilidade participa, quem não tem, quando houver rendimentos recebe a sua parte.”

Depois de visitar a aldeia histórica de Castelo Novo, D. Duarte admitiu que não gostou “de algumas construções do IPPAR no castelo” mas deu os parabéns ao município “pela beleza e cuidado como tem mantido a terra.”


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