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Quarta, 15 Ago 2018
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DESPORTO
GIR DO RODRIGO APROVA CONTAS COM POL√ČMICA
Rádio Cova da Beira
A primeira assembleia geral ordinária realizada ontem à noite após o acto eleitoral(2 listas concorreram recorde-se), do passado dia 7 de dezembro de 2017, não foi nada pacífica. Os sócios afectos à lista derrotada, "armadilharam" palavra do presidente da mesa da assembleia geral do GIR-Rodrigo (Covilhã)à RCB, para justificar a polémica instalada na reunião magna. Estiveram presentes 41 sócios.
Por Miguel Malaca em 27 de Jan de 2018

Naquela que foi a primeira assembleia geral dirigida por Carlos Cunha, o balanço pode dizer-se, não foi nada positivo, e onde foi inclusivamente classificada de vergonhosa.

O relatório e contas do ano transacto foi aprovado com 22 votos a favor (incluindo os votos dos dirigentes dos três órgãos sociais, que também, obviamente, podem votar, pois são sócios, apesar dos estatutos serem omissos quanto à questão, apurámos), 16 votos contra (alguns dos que votaram até tinham pertencido à direcção anterior!) e 3 abstenções. Contagem feita por duas vezes, inclusive.

Oposição a quanto obrigas: 

O que se passou durante cerca de duas horas na sede social do Grupo de Instrução e Recreio do Rodrigo, não dignifica o nome do clube covilhanense, o seu prestígio, a sua história de quase 97 anos de vida (2 de abril de 1921), ao serviço do desporto, cultura e recreio na cidade, distrito e país. Tal como na vida, e no desporto também, é preciso saber perder e/ou ganhar com elevação e respeito, coisa que não aconteceu ontem à noite, pelo menos com alguns sócios afectos à ex-lista B(a que perdeu) e que transformou aquela reunião magna incontrolável, desrespeitosa e com muitos nervos à mistura das duas facções.

Esta é a verdade. Pode dizer-se que de facto existem actualmente duas facções dentro da colectividade (não existe união...ponto), é bem visível isso, até para o mais desatento dos sócios. 

Com as eleições ainda bem frescas na memória de todos os associados, e após a leitura por parte do tesoureiro da direcção do relatório e contas de 2017 (desde 14 de dezembro, data que esta direcção liderada por Cláudio Gonçalves começou o seu mandato), lembramos que o último ano aconteceram no clube três variantes (direcção de março a setembro, uma comissão administrativa de setembro a dezembro, e agora uma nova direcção até janeiro de 2019), na qual o saldo apresentado foi positivo em €1.241, motivou que o associado Paulo Ramos (afecto à lista B) usasse da palavra para ler uma exposição escrita por ele (e que não a quis entregar à assembleia geral para acta e memória futura, tal como não apresentou por escrito a sua moção de censura ao trabalho feito pela comissão administrativa relativamente ao processo eleitoral, e por isso nem sequer votada), mas que abordou o tema relacionado com o ponto da ordem de trabalhos verificando várias falhas ou dúvidas no que diz respeito à "falta de alguns de documentos no relatório e contas, na qual em tive a oportunidades de verificar in loco os documentos cedidos pela direcção, mas que gostaria que me pudessem elucidar e não o fizeram, não sei porquê. Apresentei dúvidas e não obtive respostas. Tal como também referi na assembleia e após ter verificado no código fiscal que existe incompatibilidade de funções do actual presidente do conselho fiscal, o senhor Arlindo Correia estar neste cargo e ser técnico oficial de contas e analisar as contas do clube . Achei estranho ele ter-me convidado para ir ao seu escritório a ver todos os documentos, mas irei com todo o gosto aceitar o seu convite. Não fui esclarecido e por isso votei contra. Tudo aquilo que se passou aqui hoje não foi positivo, pelo contrário. O GIR-Rodrigo não esteve à altura dos seus pergaminhos. O clube continua a ter condições de manter as portas abertas, mas esta direcção não, pois repare que apenas perdemos por uma diferença de 16 votos no passado mês. O GIR-R não está unido infelizmente." Afirmou o sócio em declarações à RCB.

Arlindo Correia, no decorrer da assembleia geral referiu que " o senhor Paulo Ramos parece ser um entendido na matéria de contas. Portanto a partir de agora passa ele a fazer a contabilidade do grupo. Ele e os restantes sócios que o acompanham nesta postura é que parecem ser os amigos da colectividade, portanto. É verdade que existe incompatibilidade de funções, mas há anos que faço isto com a melhor das intenções e graciosamente. Nunca levei nenhum cêntimo ao clube, agora, a partir daqui vai ser diferente. Acabou-se. Todos os documentos que a direcção me apresentou e entregou do último ano e anteriores nunca levantaram suspeitas e estiveram e estão em ordem e foram aprovadas sempre pelos associados também. No entanto, convido o senhor Paulo Ramos a ir ao meu escritório a ver todos os documentos para que não restem dúvidas. Quando quiser. E já agora se assim o entender também pode apresentar queixa na ordem, que depois responderei sem problemas. Vocês é que são de facto os verdadeiros amigos do clube, muito bem." Afirmou com alguma dose de sarcasmo o actual presidente do conselho fiscal do GIR-Rodrigo.

Tudo isto acontece depois de vários sócios, incluindo até ex-directores que estiveram no clube o ano passado, terem afirmado que " as eleições foram compradas. O último ano foi uma aberração em termos de mandato e actividades, esconderam-nos as contas durante vários anos, e que faltam documentos no relatório de 2017", pôde-se ouvir durante a assembleia geral. 

Após o términus da reunião magna, o presidente da direcção do GIR-Rodrigo em declarações à RCB classificou a mesma de " vergonhosa. Foi vergonhoso, estou desiludido e desapontado com o que aqui se passou. Tudo isto não dignificou o clube e a sua história. Se os nossos antepassados estivessem vivos iam chorar de vergonha e ficariam muito tristes com tudo isto. Estes sócios que se manifestaram não são amigos do clube, só o querem prejudicar. Quanto ás dúvidas evocadas, não sei o que quiseram dizer com isso. As contas foram analisadas pelo técnico oficial de contas como sempre aliás, e nunca levaram problemas. Só agora? Porquê? Pergunto. Existe incompatibilidades sim, mas o Arlindo Correia já está connosco à muitos anos e nunca houve problemas, Sempre teve a minha confiança, tal como dos anteriores presidentes e associados aquando da votação dos anteriores relatórios e contas do clube. Não percebo. Tudo isto só prejudica a colectividade, até porque preciso de apoio das entidades oficiais, a sede ainda não está legalizada, e temos um plano de actividades para 2018 que não nos deixaram apresentá-lo, e cujo orçamento ronda os 40 mil euros. Não vamos desistir, nem tão pouco pedir demissão. Vamos sim, continuar a trabalhar em prol do clube e de todos os sócios." Disse Cláudio Gonçalves.

Por último, ainda em declarações à RCB, Carlos Cunha, refere que " esta assembleia geral vai ficar na memória de todos e pelas piores razões. Estes sócios vieram aqui armadilhar esta assembleia para provocar complicação e criar problemas ao GIR-Rodrigo. Foi a minha primeira assembleia, as coisas não correram bem, houve muitos nervos, tentei dar a palavra a todos os sócios, pediu calma, ponderação, respeito, e nada disso existiu, infelizmente. O que foi dito aqui esta noite foi muito grave e que pode parar em instâncias judiciais. As pessoas que usaram essas palavras não sabem o que disseram e o que pode provocar. O clube é que é o mais importante, não são as pessoas nem os problemas pessoais de cada um. Eu sou o presidente da assembleia geral de todos os sócios, isto que fique claro. Quanto às dúvidas apresentadas, foram dissipadas, no meu entender, pelas respostas do presidente do conselho fiscal, que não merecia o que disseram dele pelo trabalho realizado com todo o profissionalismo ao longo dos anos (cerca de 15) no cargo e na análise das contas e graciosamente, e esse associado nem sequer teve o bom senso de entregar os seus documentos à mesa da assembleia geral para serem colocados em acta, não sei porquê, tal com a moção de censura apresentada, portanto... não entendi a postura destes sócios na reunião magna. Foi vergonhoso o que se passou aqui. Não dignificou o clube e pode mesmo criar muitos problemas no futuro à colectividade. O clube não está unido, mas acredito que esta direcção vai ter força suficiente para gerir o GIR-R até final de mandato. É uma pena tudo isto. Quanto à votação do relatório e contas, no meu entender está aprovado e por duas vezes. Os dirigentes, antes de mais são sócios, e como tal, também têm direito a votar. Daí que não vejo qual é o problema desses sócios que criticaram tanto essa questão. Os estatutos são omissos quanto a isso, mas é claro que nós também podemos e devemos votar qualquer decisão nas reuniões magnas do clube. Penso." Concluiu o presidente da mesa da assembleia geral do GIR-Rodrigo. 

O mandato desta direcção termina em janeiro de 2019. 


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