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Quarta, 17 Out 2018
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POLÍTICA
BELMONTE: SAÚDE GERA PREOCUPAÇÕES
Rádio Cova da Beira
O líder da bancada da oposição na câmara municipal de Belmonte considera que é necessário recuperar o projecto de criação do centro hospitalar da Beira Interior. Na última reunião pública do executivo, Amândio Melo recordou que existiram no passado várias conversas sobre o assunto mas com a mudança de decisores políticos no ministério da saúde o assunto acabou por não avançar.
Por Nuno Miguel em 24 de Jan de 2018
Amândio Melo afirma que “o centro hospitalar da Beira Interior continua a ser agora tão importante como antes, considerando que nós estamos a sentir todos os dias que as respostas dadas pelos hospitais do interior são cada vez menos apropriadas, nomeadamente no eixo entre a Guarda e Castelo Branco. Entendo que esse é um processo que se devia retomar e discutir a questão de forma aprofundada. Os governos vão mudando, as sensibilidades também e nós temos agora órgãos constituídos com dimensão suficiente, como é o caso da CIM, para discutir estas matérias coma importância que elas têm para a região”.  
Na resposta, o presidente da câmara de Belmonte referiu que já depois da ideia do centro hospitalar, foi também lançada a discussão a criação de uma unidade local de saúde para a Cova da Beira. O processo que foi, entretanto, interrompido, devido à hipótese de o governo transferir para os municípios novas competências ao nível da rede primária de cuidados de saúde. Uma matéria que não merece o apoio de António Dias Rocha “acho que não devem ser as câmaras a substituir-se ao ministério da saúde. A tutela tem de assumir as suas responsabilidades e criar mecanismos que levem a que os médicos se fixem no interior. Seja com incentivos monetários ou com outros incentivos, alguma coisa tem de ser feita. Não se pode é manter a situação que está porque temos os nossos idosos que necessitam de atenção e apoio e os recursos humanos são cada vez menos” 
O presidente da autarquia belmontense refere que o concelho tem enfrentado vários problemas no que diz respeito à fixação de profissionais de saúde e pretende abordar brevemente o assunto com o secretário de estado da tutela “espero em breve solicitar uma reunião nesse sentido porque os responsáveis locais da saúde não têm resolvido o problema. Dizem que não há médicos mas há profissionais que estão todos os anos a sair das universidades e que não podem ficar apenas no litoral e nas grandes cidades. Confesso que também estou um pouco desiludido uma vez que esperei que a criação da faculdade de medicina na Covilhã permitisse dar condições a que mais jovens aqui ficassem. Temos de alterar isto tudo em diálogo entre os municípios, os responsáveis do ministério da saúde e das universidades. Alguma coisa tem de ser feita rapidamente”.  

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