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Domingo, 27 Mai 2018
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POLÍTICA
“A SAÚDE É UMA ÁREA CRÍTICA NA REGIÃO”
Rádio Cova da Beira
O panorama é preocupante e todos defendem a necessidade de forma articulada exigir à tutela que, de uma vez por todas, coloque o distrito de Castelo Branco em geral e a Cova da Beira em particular no topo das prioridades.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Jan de 2018

Muito se tem falado, mas pouco se tem feito quanto às principais revindicações para este sector no território regional. É uma das conclusões retiradas pelo painel de comentadores RCB que perspectivou o ano que começou.

O assunto foi escolhido por João Bernardo que elenca dois desafios neste sector para a região

“É o desafio da criação da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira que é evidente e que me preocupa imenso. A necessidade de articulação dos cuidados primários com os cuidados hospitalares é essencial e actualmente, naquilo que são os recursos próprios para a sua actividade, por falta de apoio do ministério da tutela, o CHCB está mal posicionado. Começa-se a verificar algo igualmente muito preocupante neste território que põe em causa (segundo desafio) o Centro Académico Clínico das Beiras. A Cova da Beira não tem uma estrutura com capacidades semelhantes à de outros (ULS) que também integram o CACB”, disse.

O advogado covilhanense aproveita para criticar a falta de investimentos na área da saúde na Cova da Beira

“Quando não há investimentos no CHCB, quando não há capacidade de captação de profissionais e de investir em novos serviços, e já estamos fartos de falar na hemodinâmica, na medicina nuclear, que quase parece o processo das portagens, o resultado é zero. E depois, as próprias estruturas da região vêm dizer que é melhor pensarmos bem porque a Unidade Local de Saúde se calhar não tem a dimensão que nós queremos… em que ficamos?”, questiona.

Para José Pina, o problema carece de uma resolução política. O docente do Fundão sublinha que nesta como noutras áreas as populações da região estão a ser severamente prejudicadas

“As nossas populações, mais uma vez, estão a ser altamente prejudicadas e novamente por falta de decisão política. É sempre a mesma coisa. Somos poucos? Somos. Estaremos a falar de 100 mil pessoas nesta zona…é muita gente! Queremos ou não queremos pessoas aqui? Temos o mesmo direito que tem qualquer cidadão da Beira Litoral”, sublinha.

Luís Garra não tem objecção de princípio na criação na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira mas ficou preocupado com declarações recentemente efetuadas pelo presidente do conselho de administração do CHCB à RCB


“Fiquei preocupado quando vem dizer calma porque há este problema da municipalização isto é o pior que pode acontecer. A municipalização é algo que não pode vir a acontecer e creio que é muito mau que alguém fique parado, tolhido, no avanço que é necessário fazer sobre a Unidade Local de Saúde a pretexto de que se anda a discutir a municipalização da saúde. Temos um CHCB e na sua orgânica tem dois hospitais (Covilhã e Fundão). Não é aceitável que o hospital do Fundão não seja tratado com a dignidade que tem que ter, nomeadamente o serviço de proximidade aos utentes”.  

Para Nélson Silva, um dos principais problemas passa pela definição do modelo de financiamento das estruturas de saúde da região

“A questão central tem a ver com o financiamento. O grande problema é que, na prática, uma Unidade Local de Saúde funciona tendo em atenção o número de utentes numa determinada região e com mais ou menos atendimentos o orçamento é estável. Isto nos centros hospitalares não acontecesse e este é que é o grande problema. E quando se fala do défice do Centro Hospitalar, o seu financiamento não é assegurado pelo número de utentes, mas pelos utentes que são atendidos. Fica claro que, se houver um disparo ao nível desses atendimentos isto provoca impactos terríveis ao nível dos custos”, destaca. 

A saúde na região, um assunto que vai continuar a marcar o ano de 2018 nesta faixa do país.

 


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