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Quinta, 16 Ago 2018
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CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
CHCB ASSINALA 18 ANOS
Rádio Cova da Beira
O presidente do conselho de administra√ß√£o do centro hospitalar da Cova da Beira considera que o trabalho em articula√ß√£o e a valoriza√ß√£o das unidades de sa√ļde sediadas no interior s√£o a melhor forma de levar os respons√°veis governativos a refor√ßar os investimentos nesta regi√£o.
Por Nuno Miguel em 18 de Jan de 2018
A ideia deixada por João Casteleiro na cerimónia comemorativa do 18º aniversário da criação do CHCB onde foi tornado público que o contrato de financiamento para 2018 é de 42 milhões de euros para 2018, mais dois milhões que em 2017. Um número que ainda assim não é suficiente para fazer face à realidade da região “mas não construímos muros de lamentações. Somos daqueles que preferem acender uma vela do que mal dizer a escuridão. Não temos complexos de interioridade nem queremos diminuir os direitos da litoralidade. Por isso a articulação, o diálogo honesto, o respeito e a valorização mútua das nossas unidades de saúde são a principal resposta a quem acha que não vale a pena investir nas regiões mais desprotegidas deste Portugal, geograficamente mais próximo da Europa”.
Com a criação da faculdade de ciências da saúde da universidade da Beira Interior, João Casteleiro sublinha que foram abertos novos horizontes ao centro hospitalar nas áreas do ensino e da investigação. Uma realidade que leva cada vez mais alunos a procurar realizar estágios no CHCB nos mais diferentes serviços “paradoxalmente parece que os estrangeiros apreciam mais o nosso interior e a nossa instituição. Em 2017 frequentaram o nosso centro hospitalar 165 estagiários em 24 áreas do conhecimento e oriundos de 43 instituições de todo o mundo. Tivemos aqui alunos da Finlândia à Rússia, do México à Indonésia, do Perú, do Brasil, da Polónia. Foram 43 instituições que confiaram na nossa capacidade de ensino”.
João Casteleiro sublinha que a mudança de instalações e a criação do centro hospitalar não significou uma perda de alma relativamente ao trabalho desenvolvido pelo antigo hospital distrital da Covilhã “mantivemos a nossa capacidade de trabalho e a humanização com as nossas gentes. A prová-lo está o índice de satisfação expresso pelos nossos utentes e que resultam dos inquéritos preenchidos por todos os utentes internados no centro hospitalar. Esses índices estão sempre acima dos 93 por cento. E mesmo na urgência geral, que é a zona de maior conflito, o grau de satisfação apesar de tudo continua acima dos 83 por cento”.

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