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SOCIEDADE
LANIFATO: STBB REAFIRMA DENÚNCIAS E AVISA QUE HÁ OUTRAS PARA FAZER.
Rádio Cova da Beira
É a reacção do Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa (STBB) à posição assumida pela gerência da Lanifato, que sustenta que as afirmações proferidas pela estrutura sindical "são totalmente falsas e desvirtuadoras da verdade".
Por Paulo Pinheiro em 16 de Jan de 2018

Recorde-se que o STBB acusa a empresa de assédio moral sobre os trabalhadores e de violar os direitos laborais. A empresa exige que o sindicato se retrate publicamente e anuncia que no momento certo e nas instâncias próprias serão apuradas as devidas responsabilidades" e que vai apresentar queixa no Ministério Público.

 

Esta terça-feira, em nota à comunicação social, o Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa reafirma todas as denúncias que já fez e avisa que “ainda não foram todas as que temos para fazer. Mantemos por isso tudo o que escrevemos e dissemos sobre o que se passa na Lanifato e aconselhamos a que desista da intenção de despedimento da delegada sindical, que já nos foi transmitida por uma emissária da gerente da empresa”, refere.

 

A estrutura sindical, sediada na Covilhã, diz aguardar serenamente (e sem qualquer receio) que o processo de acusação entre no Ministério Público e no Tribunal “porque aí teremos oportunidade de provar tudo o que denunciámos e ainda poderemos apresentar outros argumentos que até agora não vimos necessidade de invocar”, defende.

 

O Sindicato recorda que as denúncias feitas são do conhecimento de várias entidades, incluindo a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e informa que esta terça-feira tomou conhecimento que “a Lanifato não pagou o tempo usado pela delegada sindical para actividade sindical e ainda injustificou o tempo”.

 

À exigência da administração da empresa para que o sindicato se retrate, a direcção responde “não o fazemos porque se alguém terá de o fazer é a gerência da Lanifato e, para isso, não precisa de o fazer em público. Basta que arrepie caminho e passe a cumprir as suas obrigações legais para com as trabalhadoras”, frisa.

 

O STBB mantem a posição “de que só as empresas que não cumprem com os direitos e não respeitam a dignidade de quem trabalha é que são alvo da nossa denúncia” e acrescenta que “as empresas que cumprem com os direitos contratuais e respeitam as suas trabalhadoras sabem que não têm da nossa parte qualquer atitude de animosidade”.

A direcção daquela estrutura sindical aconselha administração da unidade para que não invoque os anos da empresa e seu número de trabalhadoras “porque não cederemos à chantagem de calarmos a denúncia. Se alguém tem que ser responsabilizado pelo que vier a acontecer à empresa, esse alguém é a gerente da Lanifato”, conclui.

 

A direcção da organização ligada à CGTP-IN agradece as manifestações de apoio que tem recebido da maioria das trabalhadoras da empresa, de muitas trabalhadoras que já por lá passaram e de muitas pessoas que fazem comentários apoiando a atitude “porque ela dá voz a quem a não pode ter. Este apoio está já traduzido em mais um grupo de trabalhadoras da Lanifato que se sindicalizaram, na sequência da nossa denúncia”.

 


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