RCB/TuneIn
Quinta, 16 Ago 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
PIRES MANSO ANALISA NASCIMENTOS NA BEIRA INTERIOR
Rádio Cova da Beira
Tendência decrescente de nascimentos na Beira Interior é “seriamente preocupante para a região”, considera Pires Manso na análise que faz ao número de partos realizados nas três maternidades dos distritos de Castelo Branco e Guarda nos últimos anos.
Por Paula Brito em 16 de Jan de 2018
 

No ano passado nasceram 1.531 bebés na Beira Interior, mais quatro do que em 2016 que já tinha registado mais 26 do que em 2015 que, por sua vez, tinha assistido a mais 46 parto do que em 2014. A tendência decrescente de nascimentos “é uma situação seriamente preocupante para a região”, refere Pires Manso que acaba de tomar posse como presidente da assembleia geral da Delegação Regional do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas e membro da assembleia representativa da Ordem.

Apesar da maternidade da Guarda ser a que no conjunto das três registou maior número de nascimentos nos últimos dois anos, é a única das três que assistiu a um decréscimo de 2016 para 2017, com menos 26 nascimentos.

“O que mais aumentou o número de partos foi o CHCB, na Covilhã, com +16 nascimentos do que o ano anterior, ou seja, +2.98%, atingindo os 553.”

O HAL de Castelo Branco teve +14 partos, mas que em termos relativos foi dos três o que mais cresceu com +3.45% embora ficando na cauda com apenas 420 novos nascimentos.

Tendo em atenção que a população coberta pelas três maternidades atinge o total de 344.264 pessoas, a taxa média de natalidade por mil habitantes para a região da BI é de 4.45 nascimentos.

Os números vêm acentuar o problema da natalidade no interior do país, “que carece de medidas de política que possam ajudar a mitigar e a contrariar essa preocupante realidade.” Refere Pires Manso que aponta para a necessidade tornar o interior mais atractivo, “especialmente para os jovens casais, precisa de mais empresas e mais empregos, de melhorar as condições sociais das famílias e de acolher mais apoios médicos (materiais e humanos) e de outras especialidades indispensáveis para que a região cumpra a sua função.”

Pires Manso deixa exemplos de medidas que podem ajudar nessa missão como “a concessão de apoios às empresas que se queiram instalar no interior nomeadamente incentivos fiscais e financeiros, por exemplo, e também pela oferta aos residentes de isenções totais ou parciais de alguns impostos (IRS, IMI), pela concessão de subsídios de fixação aos médicos e outros profissionais de que a região carece que nela se radiquem um número mínimo de anos, pela anulação ou no mínimo redução das portagens das autoestradas que ligam o interior ao litoral (A23, A24, A25…), pela conclusão dos ICs que servem a região e que têm vindo a ser sucessivamente adiados (IC6, IC7, IC12, IC31), e por aí fora.” Refere Pires Manso que  acaba de tomar posse na presidência da assembleia geral da delegação regional do centro e Alentejo da ordem dos economistas. O professor catedrático da Universidade da Beira Interior foi também eleito membro da assembleia representativa da Ordem dos Economistas.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados