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Quinta, 16 Ago 2018
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POLÍTICA
TINTURARIA É EXEMPLO DA POLÍTICA ERRÁTICA DA CMC
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes diz que a câmara municipal da Covilhã (CMC) tem uma política errática e sem coerência, estética ou funcional, de concessão dos espaços públicos da cidade. A crítica do vereador do CDS-PP na câmara da Covilhã, feita no final da última reunião onde foram analisados vários problemas relacionados com as concessões de espaços públicos.
Por Paula Brito em 16 de Jan de 2018

“Eu digo que é uma política errática e pouco coerente porque cada espaço é tratado de forma isolada sem se saber ao certo como é que queremos ter os espaços públicos da cidade. São vários os concessionários que se queixam da falta de cumprimento por parte da câmara, da manutenção dos espaços públicos, de falhas da câmara nos contactos que se estabelecem para resolver os problemas, e são vários os concessionários que se queixam de, em virtude destes problemas, não terem os lucros que que deveriam ter e os espaços como gostariam de ter.”  

Exemplo dessa política errática é o espaço da Tinturaria e a hipotética cedência do edifício à Casa do Benfica da Covilhã.

“Para mim é essencial que a Tinturaria continue a desempenhar um papel cultural, transversal à população e não sectorial. Se a Tinturaria não está em condições físicas para melhor servir esse propósito, a obrigação da câmara é fazer as obras necessárias e não fazer promessas de concessão sem procedimentos abertos de concurso e sem critérios definidos para aquilo que deve acontecer na Tinturaria.”

Adolfo Mesquita Nunes deixou uma sugestão ao executivo.

“Que se fizesse um levantamento dos espaços e se elaborasse uma estratégia coerente para a utilização daqueles espaços, com uma mesma estética, com o mesmo contrato tipo, com critérios transparentes de atribuição, para que ao longo do concelho nós tenhamos espaços que sejam complementares uns aos outros e não vistos caso a caso.”

Vítor Pereira entende que não há nada de errado na política de concessão de espaços públicos e que o município tem que tratar de forma diferente o que é diferente.

“Não é errática, nós temos que tratar diferente aquilo que é diferente, a uniformização estética tem muito a ver com o contexto onde se inserem, não podem ter todos a mesma estética, podiam tê-la, mas entendo que não a devem ter. A uniformização só se entende à luz daquilo que são os princípios contratuais mas esses decorrem da lei.”

Quanto à Tinturaria, o autarca confirma que se tratou apenas de uma abordagem informal do presidente das casas do Benfica no dia da inauguração da sede da Covilhã e que até hoje nunca passou disso mesmo.

“A casa do Benfica pode ter essa pretensão, mas uma coisa são as pretensões do Benfica outra coisa é aquilo que a câmara há-de decidir o que vai fazer relativamente à tinturaria, sendo que é um espaço privilegiado de exposição, de dinamização de actividades culturais, e continuará a ser, independentemente das pretensões legítimas que o SL e Benfica ou qualquer outro clube de futebol ou outra qualquer agremiação possa ter relativamente a este espaço.”

Independentemente da decisão sobre o futuro da Tinturaria, Vítor Pereira admite que o edifício necessita de obras que vão avançar “assim que for possível.” 


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