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Terça, 25 Set 2018
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SOCIEDADE
JULGAMENTO SIMULADO NO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
A existência de um bar de alterne na cidade do Fundão, cujo proprietário foi detido na sequência de uma rusga policial foi o mote para o julgamento simulado que decorreu na sala de audiências do palácio da justiça e em que estiveram envolvidos os alunos do curso profissional de serviços jurídicos do agrupamento de escolas do Fundão.
Por Nuno Miguel em 12 de Jan de 2018
A iniciativa foi realizada ao abrigo do projecto “Justiça para Todos”, dinamizado a nível nacional pela fundação Padre António Vieira com o apoio de várias entidades públicas, com o objectivo de reforçar a compreensão do funcionamento do estado de direito junto dos mais jovens.
Estevão Lopes, coordenador do curso, sublinha que esta acção permitiu aos alunos “colocar em prática alguns dos conhecimentos teóricos que aprendem nas aulas. É uma simulação em que eles interpretam todos os cargos exceptuando o de juiz e tiveram de construir um processo completo para o levar a uma audiência de tribunal. Foram eles que realizaram o inquérito, a recolha de prova e a acusação e a defesa. Penso que foi uma experiência muito útil para todos eles”. 
Criado há três anos, o curso profissional de serviços jurídicos vai lançar no mercado de trabalho os seus primeiros 12 formandos no próximo mês de Julho e Estevão Lopes acredita que a taxa de empregabilidade pode ser elevada “neste momento há uma grande necessidade de oficiais de justiça porque quase todos os que estão a trabalhar estão próximos da idade da reforma. Há muito tempo que não entram pessoas novas, há também um acréscimo de serviço e acredito que este é um curso que terá, muito brevemente, possibilidades de emprego. Os alunos que estão no décimo segundo ano têm manifestado uma grande vontade em prosseguir os seus estudos nas áreas do direito e da solicitadoria”.
Margarida Carvalho, uma das alunas deste curso, desempenhou nesta audiência simulada o papel de representante do ministério público. A experiência acabou por corresponder às expectativas “estávamos com expectativas altas e eu acho que correu muito bem. Eu escolhi este curso porque é um tema que sempre gostei, tenho pessoas na família que estão ligados a esta área e o ouvir falar deste tema é algo que mexe muito comigo”. 
Outra das alunas, Neuza Mesquita, desempenhou o papel de advogada e admite que gostaria de exercer a sua actividade profissional na área do direito “quero seguir esta área e estar a par de todas estas situações que podem vir a acontecer. Eu já tive a oportunidade de fazer um estágio no tribunal e isso ajudou-me a estar mais a par dos documentos que são apresentados, da questão das provas e para mim foi uma experiência muito boa”.

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