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Sexta, 19 Out 2018
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POLÍTICA
VOTO DE PROTESTO REJEITADO
Rádio Cova da Beira
A Assembleia de freguesia de Covilhã e Canhoso rejeitou um voto de protesto apresentado pela bancada da CDU contra o despedimento de uma trabalhadora que exercia funções na junta de freguesia há 11 anos.
Por Paula Brito em 10 de Jan de 2018
 

Um despedimento justificado por Carlos Martins com um parecer jurídico da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). O presidente da União de freguesias de Covilhã e Canhoso rejeita a ideia de vingança por detrás desta medida “quem me conhece sabe perfeitamente que eu não sou uma pessoa vingativa e eu não gostava de falar mais sobre isso, nós apenas cumprimos o parecer da ANAFRE”.

Pedro Pinto, da bancada socialista saiu em defesa da posição assumida pelo presidente da junta.

“A junta quando tomou posse deparou-se com uma situação de ilegalidade e tentou repor a legalidade e, na minha perspectiva, andou bem.”

Na moção apresentada da Assembleia de freguesia, a CDU considerou a situação inaceitável, no final, à RCB, Jorge Fael foi mais longe e falou de ajuste de contas.

“Este é um processo inaceitável do ponto de vista ético, não tem qualquer justificação porque na situação desta trabalhadora estão milhares de trabalhadores da administração pública central e local e foi por isso que o governo, com os parceiros que o sustentam na Assembleia da República, legislaram um programa de regularização destes trabalhadores, e era este programa que a junta devia aproveitar para regularizar a situação desta trabalhadora. Em política o que parece é, e o que parece e é, é um ajuste de contas político.”

A situação apanhou de surpresa Vítor Tomás Ferreira do movimento “De novo Covilhã” que se absteve na votação.

“Muita surpresa, sendo certo que o método de actuação desta junta não é o mais correcto porque a ideia é resolver o problema dos funcionários até porque, se entroncarmos isso com o mapa de pessoal percebe-se claramente que a situação não é correcta”.

José Horta, do CDS-PP, criticou a decisão de Carlos Martins.

“É uma péssima decisão, aqui está bem patente uma vingança e uma perseguição pessoal do actual presidente da União de freguesias de Covilhã e Canhoso a um familiar do antigo presidente. Esta decisão é notoriamente errada quando mais à frente o Sr. presidente propõe à assembleia a contratação de mais cinco técnicos superiores quando abdica de um com 11 anos de experiência e uma pessoa que, eu sei, é bastante competente.”

Já Jorge Saraiva, do PSD, disse que não tem todos os elementos para avaliar a situação.

“Eu considero que não dispomos de todos os argumentos para avaliar se foi uma boa ou uma má decisão. Quero acreditar que aquilo que nos foi dito aqui hoje é verdade, se ele diz que está estudado num parecer que diz que só assim será reposta a legalidade da situação, com certeza que será assim. Agora fico muito triste por ver que uma pessoa que dedicou 11 anos à freguesia é dispensada desta maneira”.

O voto de protesto acabou por ser rejeitado com seis votos contra, três abstenções e quatro votos favoráveis.


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