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Sábado, 21 Jul 2018
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POLÍTICA
PORTAGENS: GOVERNO PREPARA REDUÇÃO PARA EMPRESAS
Rádio Cova da Beira
O governo prepara-se para reduzir o valor das portagens na ex-scuts da Beira Interior apenas para as empresas. A solução está a ser “cozinhada” com o Partido Socialista e foi denunciada no programa Flagrante Directo da RCB por Luís Garra que escolheu o tema para o debate que perspectivou o ano que agora começa.
Por Paula Brito em 10 de Jan de 2018
 

O também coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco recorda que o PS local aprova moções nas assembleias municipais contra as portagens mas depois “cozinha” com o governo outras soluções.

“Estranhamente ouvi o presidente da câmara de Penamacor que me disse, olhos nos olhos - vocês andam aí na comunicação social a falar de portagens mas quem anda a cozinhar isso somos nós, e não me venha com a conversa que as pessoas têm que ter auto-estradas gratuitas, porque quem tem que ter auto-estradas gratuitas são as empresas – eu tenho que denunciar isto aqui hoje porque é preciso que o PS diga em qual Partido Socialista é que devemos acreditar? É no que diz que é pela abolição das portagens ou é este PS que anda a cozinhar com o governo a redução apenas para uma parte da população?”

João Bernardo, outro dos convidados da RCB, entende que e tempo de dizer basta e da região mudar de estratégia em relação a este protesto.

“Se calhar já chega desta estratégia de luta, que já percebemos que não vamos a lado nenhum. Faça-se outra coisa, reivindique-se outra coisa, nós queremos pagar mas queremos ter a mesma saúde, educação, financiamentos que tem o litoral. O PS local tem as suas derivas, agora quem manda nisto não é o PS local, é o PS nacional, o PCP e o Bloco de Esquerda, entendam-se”. 

José Pina entende que a decisão é política, mas falta peso à região para forçar essa decisão.

“Não é mais nada do que isso, eu recordo perfeitamente a guerra que perdi sobre a vinda do ensino superior para o Fundão. A Covilhã falava sempre em massa critica e nunca veio porque não há massa crítica, hoje tem mais de 7 mil alunos mas continuamos na mesma, o meu quintal é o meu quintal, o quintal de Penamacor é o de Penamacor e não é o do Fundão ou o da Covilhã. E continuamos a olhar para os nossos quintais, haverá um tema ou outro em que estamos todos de acordo, mas estamos todos de acordo naquilo que não tem consequências, porque depois não há massa crítica, isto é, não há votos suficientes para fazer essa inversão.”

Já Nélson Silva entende que os deputados do interior do país têm peso político suficiente para fazer ceder o governo, o que tem faltado é coragem política.

“Aquilo que falta é coragem política para enfrentar o assunto de frente e no sítio certo que é a Assembleia da República. Aquilo que temos que perguntar aos senhores deputados e não é só de Castelo Branco, os da Guarda, de Viseu, de Bragança, se estão disponíveis para isso porque os votos de todos os deputados do interior é determinante para a aprovação, por exemplo, do orçamento.”

As portagens nas antigas SCUTS foi um dos temas escolhidos pelo painel da RCB para perspectivar 2018.


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