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Sexta, 19 Jan 2018
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POLÍTICA
AMC: AUMENTO DE IMPOSTOS MOTIVA CRÍTICAS
Rádio Cova da Beira
Com o voto contra de todos os eleitos da oposição, a assembleia municipal da Covilhã aprovou por maioria a fixação dos valores das taxas de IMI e da derrama para 2018. No imposto municipal sobre imóveis verifica-se uma subida de 0,35 por cento para 0,38 enquanto na taxa sob os lucros das empresas verifica-se um aumento de 1,2 para 1,3 por cento.
Por Nuno Miguel em 05 de Jan de 2018
Apesar de ter votado a favor da proposta o presidente da união de freguesias da Covilhã e do Canhoso, Carlos Martins, considera que “assim não somos atractivos e temos de ir a jogo com outros municípios relativamente à derrama. Eu entendo que o município tenha de encontrar formas de captar mais meios financeiros mas o aumento deste imposto vai prejudicar a Covilhã em termos de competitividade. Já em relação ao IMI, a minha opinião é que estamos a penalizar as famílias”.
Já a bancada da CDU votou contra estas proposta e Jorge Fael não poupou ainda nas críticas ao município por não isentar do pagamento de derrama as empresas com um volume de negócios inferior a 150 mil euros “é fundamental que esta isenção de mantenha. Quanto é que vale 0,1 por cento para a câmara? É uma verba perfeitamente acomodável. Os micro e pequenos empresários que votaram no PS não ficarão nada satisfeitos com esta medida e os potenciais empreendedores também não. Fala-se tanto em empreendedorismo mas depois os sinais que damos é completamente inverso. Não percebemos esta medida e discordamos dela e o mesmo acontece em relação ao IMI”.
Pina Simão, da bancada do PS saiu em defesa das propostas apresentadas pelo executivo, sublinhando que este aumento “resulta directamente da aplicação do regime jurídico do PAEL. E estamos a falar hoje de um programa a que a câmara da Covilhã acedeu em 2012 para um financiamento na ordem dos três milhões de euros para fazer face não se sabe bem a quê”.  
Por parte da bancada do movimento “De Novo Covilhã”, Fausto Baptista sustenta que este aumento de impostos não pode ser justificado apenas com a adesão da Covilhã ao PAEL em 2012 “estes impostos podiam e deviam ser suportados com efeitos a partir de 2015 mas não o foram por razões que desconhecemos. Pretende-se agora agravar aquilo que devia ter sido rateado em anos interiores. Discordamos em absoluto com estas propostas, que representam um aumento desmedido da carga fiscal dos contribuintes.  
Também o presidente da câmara da Covilhã refere que o aumento de impostos é uma medida que nenhum autarca gosta de tomar. Vítor Pereira afirma que “a grande parte dos incentivos que são dados para fixar população pela via fiscal infelizmente não resultam bem. Não conheço ninguém que goste de aumentar taxas e impostos nem de as criar. Mas aqui estamos perante um imperativo legal. Tentámos até ao limite não o fazer porque se constava que esta obrigação do Pael iria ser abolida. Isto tem consequências. Isto dá perda de mandato se não o fizermos”.
Uma reunião em que Pedro Leitão e José Alberto Pais, presidentes das uniões de freguesia de Cantar Galo/Vila do Carvalho e Teixoso/Sarzedo foram eleitos como representantes do órgão no congresso da associação nacional de municípios e também integram a comissão municipal de defesa contra incêndios a par de Luís Morais, Carlos Rosa e Sandra Ferreira, autarcas de Barco/Coutada, Verdelhos e Sobral de São Miguel. 

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