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Terça, 24 Abr 2018
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POLÍTICA
UNIÃO DE FREGUESIAS COVILHÃ /CANHOSO: AF APROVA PLANO E ORÇAMENTO
Rádio Cova da Beira
Na primeira assembleia de freguesia da União de Freguesias Covilhã/Canhoso, após a tomada de posse, o presidente da junta e o líder da bancada do CDS/PP, José Horta, envolveram numa troca azeda de argumentos em relação a vários pontos da ordem de trabalhos.
Por Paulo Pinheiro em 02 de Jan de 2018

O plano e orçamento para 2018 motivaram várias críticas de todas as bancadas da oposição. São 546 mil euros e com várias rubricas a carecerem de fundamentação apontam diversos eleitos na assembleia.

Para Vítor Tomás Ferreira, do Movimento “De Novo Covilhã /Canhoso), tudo não passa de um rol de intenções e de números que a sua bancada promete estar muito atento relativamente à execução

“São intenções e valores que vamos aferir quando, mais tarde, analisarmos as contas. Qualquer câmara ou junta tem que ter um plano e um orçamento, mas 550 mil euros para uma autarquia como esta (Covilhã/Canhoso) é muito menos do que aquilo que eu imaginava”.  

Para Jorge Saraiva, da bancada do PSD, os documentos mostram escassez de recursos e um plano ambicioso, mas se suporte financeiro para o concretizar

“Desde logo destaco o facto de estar uma grande fatia comprometida com custos com o pessoal. Depois, a escassez de recursos, são 35 mil em 546 mil euros para apoiar colectividades, o que é manifestamente insuficiente. Em relação ao plano de actividades, é um documento ambicioso mas não tem suporte financeiro para poder ser materializável. Neste desidrato que foi aqui apresentado que é o der sermos ambiciosos e acreditarmos que o executivo terá o engenho e arte para arranjar outros meios de financiamento…estaremos para saber quais”.

O CDS/PP votou contra. José Horta lamenta que o primeiro plano e orçamento sejam uma mão cheia de nada

“É uma mão cheia de nada. Tem uma extensão de 169 itens mas que o orçamente apenas contempla quatro. Isto é pura campanha política. O presidente da União de Freguesias não só está a governar, neste momento, a União de Freguesias, como já está a pensar na candidatura para 2021”. Os eleitos do CDS/PP queixam-se ainda da falta de resposta do presidente às várias questões colocadas no decorrer da sessão.

A Coligação Democrática Unitária também tem muitas reservas quanto à execução dos documentos. Jorge Fael afirma que o plano é a parra e o orçamento a uva, mas esta última em muito pouca quantidade

“Uma vez que as grandes opções do plano são uma listagem quase exaustiva de propostas dos programas apresentados nas últimas eleições autárquicas pelas várias forças políticas, mas depois a sua tradução em cabimentação orçamental não se consegue identificar. Ficamos sem ficar saber quais são as prioridades, as linhas de actuação e os objectivos que verdadeiramente são possíveis de atingir”.

O presidente da junta de freguesia da União Covilhã/Canhoso admite que o orçamento apresentado é o possível

“É o plano e orçamento possíveis. Como referi na assembleia, esta União não pode, ou não devia, receber apenas do município, através de um acordo de execução, pouco mais de 45 mil euros. Há freguesias que recebem muito mais, mas estou com elas”.  

Carlos Martins revela ter solicitado à Câmara Municipal da Covilhã 200 mil euros para 2018, mas recebeu menos de um quarto desse montante

“O nosso orçamento podia ser maior se por parte da câmara municipal da Covilhã houvesse uma atenção não discriminatória em relação à nossa freguesia mas a todas as freguesias. O que propusemos ao executivo da câmara, na única reunião até ao momento, foi 200 mil euros para o ano 2018”.

O plano e orçamento da União de Freguesias Covilhã/Canhoso foram aprovados com seis votos a favor, quatro contra e três abstenções.

A sessão ficou ainda marcada pela aprovação de várias propostas e moções, a aprovação do mapa de pessoal e a discussão do despedimento de uma funcionária da autarquia. O executivo afirma que apenas “está a cumprir a lei”.


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