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Segunda, 23 Abr 2018
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POLÍTICA
CAPINHA: DÍVIDAS E MAIS DÍVIDAS
Rádio Cova da Beira
Não param de chegar dívidas à junta de Capinha (Fundão). Na quinta-feira, no decorrer da assembleia de freguesia, o presidente da autarquia informou os membros do órgão e a população presente de “mais situações” que transitam da anterior do executivo.
Por Paulo Pinheiro em 30 de Dec de 2017

Galp Energia reclama um valor de 5 mil 185.90 euros, pelo não pagamento de facturas desde Setembro de 2014. A reparação da fachada de um muro da estrada número 345 e 346, no valor de 3.073.79 euros está por liquidar “os cheques passados não fazem parte das contas da junta nem a factura”, explicou Vítor Fernandes.

A Segurança Social solicita o pagamento até ao dia 31 de Dezembro de 2017 de cotizações no valor de 4.059.21 euros, para além de sinaléticas, no valor de210 euros, que também ainda não foram pagas. Também a empresa Duafar espera pelo pagamento de uma factura no valor de 32 mil euros.

O pedido do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IPFAP) mereceu destaque do presidente da junta. De acordo com Vítor Fernandes, no dia da tomada de posse, o executivo “teve a surpresa” de encontrar uma carta do Instituto a solicitar o pagamento de 49 mil 429. 92 Euros. Na deslocação ao IFAP, o presidente da junta foi informado que o valor era referente a um adiantamento que o executivo anterior pediu de 47. 345.77 euros, mas como a obra não foi concluída (limpeza de ribeiras) o Instituto de Financiamento requere o valor adiantado acrescido de juros o que perfaz 49 429.92 euros

“É uma situação que nos deixa muito preocupados. Caso o valor não seja pago a junta vai ver as suas verbas penhoradas. Tive acesso à informação de que desde 2013 até 30 de Outubro de 2015 a junta de freguesia recebeu do IFAP verbas no valor de 1001 mil 006 euros e 69 cêntimos, onde constam, os 47 mil agora solicitados”, disse o autarca da Capinha.

A junta de freguesia foi também confrontada pela Segurança Social com o não pagamento de cotizações, dinheiro descontado aos funcionários, no valor de 4.059 euros “que não temos dinheiro para pagar, vamos ver o que vai acontecer”. O autarca recorda que os planos de pagamento estalecidos com a Segurança Social estão ser cumpridos “e já pagámos todos os ordenados até final do mês”, assegura.

A somar a estas situações estão ainda outros processos, um deles diz respeito às telecomunicações “por falta de pagamento, uma das operadoras cortou o serviço à junta. Com um número de contribuinte antigo, que está fora de serviço seguramente há mais de uma dúzia de anos, o anterior executivo fez um novo contrato com outra operadora. Estas facturas não podem ser lançadas dado não serem aceites pelas Autoridade Tributária. Estamos à espera de resposta aos ofícios que enviámos para a empresa”, refere o presidente da junta.

 

Questionado pela RCB acerca do apoio que tem ou não sentido da população da Capinha, com voz embargada, Vítor Fernandes agradece todas as manifestações de incentivo que tem recebido dos capinhenses e apesar da situação ser “muito difícil, não vamos deitar a tolha ao chão”, garante.

 

A junta espera ser recebida pela câmara municipal do Fundão nos primeiros dias do próximo ano para analisar toda a situação.

No decorrer da assembleia de freguesia, que deveria ter analisado o plano e orçamento para 2018, mas que só o fará no primeiro trimestre de 2018, situação contemplada na lei das autarquias quando há mudança de executivo, a presidente do órgão apelou a todos que colaborem “em prol da nossa terra. Se todos colaboramos, 2018 será certamente melhor”, disse Olga Valente. A autarca espera que o novo ano “seja um tempo de esperança, de trabalho em conjunto, de debate e diálogo de estratégia para o desenvolvimento da Capinha”.

  


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