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Quarta, 17 Out 2018
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SOCIEDADE
“NINGUÉM NOS DIZ NADA”
Rádio Cova da Beira
Associação Comercial e Industrial do Fundão queixa-se da falta de informação acerca das empresas existentes no concelho.
Por Paulo Pinheiro em 29 de Dec de 2017

Na assembleia geral da instituição, o presidente da direcção da Associação não escondeu a indignação pelo facto de nenhuma entidade pública ceder informações sobre o nome e a morada das empresas que laboram no concelho. A ACICF tem batido a várias portas, mas em nenhuma conseguiu obter resultados. A Autoridade Tributária foi uma delas, que alega confidencialidade dos dados

“Chegámos às Finanças e disseram-nos que não nos dão essa base de dados. Só queremos o nome e a morada. O que é que temos? O caminho que estamos a fazer nos mais de 200 inquéritos já efectuados e nas centenas que temos para fazer, é às sociedades porque os pequenos agricultores estão fora deste processo. Mas ninguém nos diz nada”, constata o presidente da Associação Comercial e Industrial do Conselho do Fundão.

Refira-se que os pequenos produtores estão obrigados a estarem inscritos nas Finanças para poderem usufruir de fundos comunitários ou efectuar a venda dos seus produtos.

As dificuldades encontradas no levantamento das empresas existentes no concelho do Fundão é uma situação incompreensível e do terceiro mundo

“Isto é terceiro mundista. Uma associação empresarial como a nossa devia ter acesso a este dados (nome e a localização), mas nada”.

A Associação do Fundão que já está a ouvir os empresários, no âmbito do trabalho acordado pelo Directório Economico da Cova da Beira, que integra a Associação Empresarial da Covilhã, Belomonte Penamacor e os respectivos municípios.

Na reunião magna, que decorreu na noite de quarta-feira, na sede social, os associados aprovaram o plano e orçamento para 2018 e que tem como novidade a criação do Gabinete do Emprego.

A ACICF é também parceira na candidatura USABEIRA- DOING BUSINESS, apresentada ao Programa Operacional Regional (POR) Centro pela congénere da Guarda. A internacionalização das empresas da região junto do mercado dos Estados Unidos é o principal objectivo da candidatura aprovada, que tem um valor global de 426 mil e 35 euros tendo a Associação Comercial e Industrial do Concelho do Fundão o valor de 192 mil 523 euros. A taxa de comparticipação é de 85%.

A candidatura vai permitir a deslocação aos concelhos da Guarda e do Fundão, no primeiro semestre de 2018, de uma delegação de 20 empresários norte americanos “que neste momento estão a ser seleccionados por uma empresa especializada nesta área, e que ganhou o concurso aberto pela Associação Comercial da Guarda, e que nos dá a possibilidade de os acolher na região”

Os investidores irão visitar unidades ligadas sobretudo ao ramo agro-alimentar. Uma janela de oportunidade que se pode abrir, refere CSMG

“Acredito que sendo um projecto diferenciado daquilo que habitualmente acontece possa trazer à região uma nova oportunidade de mostrarmos as potencialidades que temos”, refere o dirigente associativo.

O líder directivo fez questão de destacar o prémio que o Festival Cale e Sangriagosto, edição 2017, obteve no Programa «Sê-lo Verde» do Ministério do Ambiente, na categoria grandes festivais, vector energia, resultante de uma candidatura ao fundo ambiental promovida pela ACICF e anunciou nova candidatura para 2018 “Esperamos que mereça de novo a aprovação”, disse.

Em 2018, a Associação Comercial e Industrial do Concelho do Fundão espera realizar a “Gala do Empresário”, prevista para 2017, e iniciar o processo para a criação de um condomínio na Zona industrial do Fundão.

 


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