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Segunda, 23 Abr 2018
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POLÍTICA
“OS SENHORES EXAGERARAM”
Rádio Cova da Beira
O vereador do movimento independente “De Novo Covilhã” acusa a maioria socialista no executivo de continuar a dar tiros nos pés. Em causa está o relatório final apresentado pela inspecção geral do ambiente e ordenamento do território em que são apontadas irregularidades em mais de uma dezena de processos de licenciamento que, em alguns casos, remontam ao final da década de 90. Período em que Carlos Pinto exerceu funções como presidente da câmara da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 29 de Dec de 2017

Na última reunião pública do executivo o agora vereador da oposição não perdeu a oportunidade de apresentar alguns dos exemplos que constam deste relatório ”a primeira situação diz respeito ao mandato de 93 a 97 que foi a ampliação de um anexo para arrumos. Depois em 2015 há uma movimentação de terras e aterro. Há também o caso de um muro que foi construído no Ourondo que, imagine-se vem de um processo de 1985. Depois há também uma moradia no Ourondo em 1994, numa altura em que a câmara era presidida por um ex camarada do senhor presidente. Eu estava noutras paragens”.  


Para Carlos Pinto “os senhores exageraram em relação a isto e o senhor presidente quis chegar à imputação obsessiva daquilo que, para ele, é a táctica de que tudo o que acontece de bom é desta câmara e tudo o mau é por causa do passado. O senhor presidente fez considerações sobre indemnizações de milhões que são tiros nos pés. Na boa regra de gestão do município falar-se em milhões que nem sequer estão solicitados não lembra ao diabo mas lembrou a algumas das considerações que aqui foram feitas”. 
Durante a reunião pública do executivo, Vítor Pereira não se pronunciou sobre a matéria. Já na assembleia municipal, em que o tema também foi abordado, o presidente da câmara da Covilhã não esconde alguma preocupação com o assunto “isto não é uma acusação. É um relatório e vale o que vale. Mas não posso deixar de ficar preocupado. Relato-vos aqui a situação de um processo crime que vai a julgamento em Fevereiro do próximo ano em que são arguidos o meu antecessor, mais três vereadores e um técnico da autarquia e onde é pedida uma indemnização de um particular de 600 mil euros, toca o alarme na cabeça deste presidente quando vê um relatório destes. Estamos a falar de fábricas, estabelecimentos comercial e de casas com piscina. Não estamos a falar de coisas de lana caprina”.


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