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Terça, 24 Abr 2018
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POLÍTICA
AMC APROVA ORÇAMENTO
Rádio Cova da Beira
Com o voto contra de todas as bancadas da oposição, a assembleia municipal da Covilhã aprovou por maioria as grandes opções do plano da autarquia para 2018. O valor do orçamento ronda os 48 milhões de euros, mais 10 milhões que em 2017, mas as opções seguidas foram criticadas por CDU, CDS/PP e movimento independente “De Novo Covilhã”.
Por Nuno Miguel em 27 de Dec de 2017
Vítor Reis Silva, da coligação democrática unitária, considera que este é um orçamento pouco ambicioso “este plano incluí 18 novas acções e projectos para 2018, num valor ligeiramente superior a dois milhões e 200 mil euros que equivale a cinco por cento do valor proposto. O resto das acções transitam de planos e orçamentos anteriores, quer por compromissos e dívidas anteriores quer pela sua não execução por ausência de financiamento comunitário. De todos os planos dos últimos 20 anos este deve ser o mais restritivo para as freguesias e o que contempla menos obras para as zonas rurais”.   
Já o novo líder da bancada do CDS/PP, João Vasco Caldeira, considera que se trata de um orçamento preguiçoso e sem uma visão para o futuro do concelho “este orçamento contempla um reforço financeiro de dez milhões de euros mas importa saber o que vai fazer a câmara com este aumento de receitas. Não baixa as taxas sobre as actividades económicas, sobre as famílias nem cria novos apoios. Com mais dez milhões de euros esta câmara aumenta as despesas correntes e os gastos com pessoal. É um orçamento sem ambição e preguiçoso, com mais dinheiro para fazer pouca coisa, e sem visão porque não tem nenhuma estratégia”. 
António João Rodrigues, da bancada do movimento “De Novo Covilhã” classifica este orçamento como um documento “que está virado para o passado, para a continuidade e ignora aquilo que são os verdadeiros problemas de fundo do concelho que são a desertificação e o desemprego. Verificamos que existem mais dez milhões de euros e dois empréstimos mas nenhuma direcção para os desafios que se colocam à Covilhã. Com este orçamento em 31 de Dezembro de 2018 estaremos na mesma situação em que hoje nos encontramos”. 
Da bancada socialista, Nuno Pedro saiu em defesa das propostas apresentadas pelo executivo, classificando este orçamento como rigoroso e destacando o aumento do investimento municipal “certamente que não estamos a regressar aos tempos em que os orçamentos superavam os 100 milhões de euros mas depois as taxas de execução eram baixíssimas. Estamos perante um aumento considerável do investimento municipal. A Covilhã tem 13 milhões de euros candidatados e contratualizados em fundos comunitários e que vai passar a executar. Aqueles que andaram a acusar-nos de eleitoralismo vêem cair por terra esse argumento. É no primeiro ano de mandato depois das eleições que o executivo liderado pelo PS começa a executar as obras tão necessárias para o concelho e para os seus cidadãos”.
Já o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira sublinha que as grandes opções do plano para 2018 vão deixar uma marca “é um orçamento de obra e isso significa que estamos a dar prioridade à concretização dos projectos comunitários que temos candidatados. Não podemos perder oportunidades, como aconteceu no passado, de malbaratar esses fundos. Dizer mal por dizer mal já estou habituado mas não posso deixar em claro quem aqui vem dizer que tem muita consideração pessoal mas a seguir dá uma arrochada a dizer que estamos a trabalhar ao contrário. Estamos a olhar para a frente e a governar para unir”. 
Também a bancada do PSD votou contra os documentos, mas sem que nenhum dos eleitos se tenha pronunciado sob o conteúdo do mesmo.

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