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Domingo, 22 Abr 2018
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SOCIEDADE
“UM VERDADEIRO TESTE À VIDA COMUNITÁRIA”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o bispo da diocese da Guarda classifica os incêndios florestais que consumiram a região nos meses de Junho e Outubro deste ano foram um verdadeiro teste à vida comunitária da região. Na tradicional mensagem de Natal à comunidade, D. Manuel Felício sublinha que a saudável vida comunitária é uma das grandes lições a retirar do presépio de Belém.
Por Nuno Miguel em 25 de Dec de 2017

“A lição do presépio aponta os caminhos pelos quais se constrói o autêntico bem-estar das pessoas e a saudável vida comunitária, que constitui direito de todos. É realmente de vida comunitária que as pessoas precisam e promovê-la é a principal obrigação de todos os constituídos em autoridade. Ora, nós acabámos de viver a experiência colectiva dos incêndios de Outubro último e de Junho passado, que foi um verdadeiro teste à nossa vida comunitária, sobretudo à capacidade de resposta de pessoas e instituições em situações emergentes como estas”.

 

No entanto o bispo da diocese da Guarda lamenta que os organismos desconcentrados do estado não tenham tido a melhor capacidade de resposta para ajudar as pessoas “compreendemos, é certo, que se dê atenção prioritária às empresas afectadas pelos incêndios, das quais depende o emprego de muita gente. Mas, em contrapartida, custa-nos a compreender que serviços estatais como os que operam na agropecuária e na floresta, continuem quase indiferentes aos dramas de muitas famílias que perderam tudo e agora ninguém lhes diz como fazer para poderem aproveitar o que restou dos incêndios e sobretudo reordenarem os seus territórios e programarem um futuro diferente”.

 

Nesta quadra natalícia, D. Manuel Felício recorda que chegar a uma sociedade nova por todos ambicionada continua a ser a grande mensagem. Mas para isso é necessário que ninguém se resigne. A começar pelos governantes “e a tutela respectiva parece também resignada à fatalidade acontecida sem nada, ou pouco, fazer para propor os novos caminhos que o dramatismo das situações de facto impõe. O que se lhes pedia é que viessem para o terreno, colocar-se ao lado das pessoas, para as ajudar a salvar o que restou dos incêndios e a dar orientação sobre o futuro desejável para os nossos campos e as nossas florestas. O menino de Belém veio para salvar, abrindo caminhos de esperança nas relações entre as pessoas e destas com a natureza, para conseguirmos chegar à sociedade nova por todos ambicionada, mas ainda não conseguida”. 


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