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Sexta, 19 Jan 2018
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POLÍTICA
“O PROCESSO ESTÁ EM SEGREDO DE JUSTIÇA”
Rádio Cova da Beira
Foi desta forma que o presidente da câmara de Belmonte respondeu às questões formuladas pelos vereadores do executivo na última reunião pública do executivo a propósito de um alegado desvio de verbas efectuado por um antigo consultor da rede de judiarias de Portugal.
Por Nuno Miguel em 22 de Dec de 2017

De acordo com Luís António Almeida “toda a gente fala daquilo que se passou na rede de judiarias e não podemos esquecer que o presidente da câmara também é o presidente dessa associação. Este é um caso bastante grave uma vez que se trata de desvio de fundos, que é dinheiro de todos nós, e se qualquer pessoa opina sobre isso penso que o executivo devia saber em primeira mão aquilo que se passou. Não é andar-se a especular. São coisas que tem de ser esclarecidas no local próprio e só trazemos aqui este assunto porque atempadamente não nos foi comunicado, como era dever do senhor presidente, e só tivemos conhecimento do assunto pela comunicação social o que eu acho que é lamentável”. 

 

Uma intervenção que acabou por suscitar uma acesa troca de argumentos com o presidente da autarquia. António Dias Rocha refere que este não é um tema da competência do executivo “é curioso que seja uma pessoa que está a trabalhar numa instituição como aquela em que o senhor vereador trabalha que me vem dizer que eu não divulguei esta situação. Eu não tenho de lhes comunicar nada. E se o senhor tem tido bom senso não era numa reunião pública que me falava no assunto. Teve oportunidade de o fazer na última reunião e não o fez”.

 

Visão diferente é dada pelo outro vereador da oposição. Amândio Melo sublinha que “não é o senhor presidente que preside à rede de judiarias. Quem preside é a câmara municipal de Belmonte. Não venha dizer que não tem de o transmitir aos vereadores, sejam ou não da oposição. É um assunto extremamente grave, lesa os interesses dos municípios. Não veja isto como uma questão pessoal porque não é isso que está aqui em causa. Se não queria divulgar este assunto, o senhor podia ter convocado uma reunião extraordinária e dava conhecimento do assunto face à gravidade da situação”.

 

António Dias Rocha sustenta que o processo está em segredo de justiça e por isso não é o momento indicado para prestar mais esclarecimentos. O assunto só foi dado a conhecer aos municípios que fazem parte dos órgãos sociais da rede “há uma direcção na rede de judiarias que é que tem responsabilidades. Ou acha que eu andei a comunicar aos 37 municípios a situação que havia? Os senhores sabem bem que essa questão está em segredo de justiça e a devido tempo terão conhecimento daquilo que se vai passar”.

 


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