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Quinta, 19 Jul 2018
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CULTURA
“BRASIL EM MIM” APRESENTADO NO TEATRO DAS BEIRAS
Rádio Cova da Beira
O mais recente trabalho de Fernando Paulouro é, nas palavras do autor, um livro de “navegações e crónicas” escrito durante a estadia do escritor no Brasil.
Por Paula Brito & Dulce Gabriel em 20 de Dec de 2017

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A começar por Minas Gerais, berço de escritores como Carlos Drummond de Andrade ou João Guimarães Rosa, e onde Fernando Paulouro viveu ao vivo uma realidade que conhecia apenas da literatura brasileira.

“De facto isso permitiu-me viver em directo aquilo que era uma percepção minha da cultura brasileira e da força de Minas Gerais, que eu conhecia através da leitura, já tinha estado no Brasil mas nunca em Minas Gerais. Comecei por Minas Gerais até porque estive lá a fazer uma investigação literária para um livro de ficção completamente diferente deste, este é um livro de crónicas, de escrita imediata, eu chamo-lhe navegações e crónicas.”

Para além de Minas Gerais, Fernando Paulouro esteve e escreveu sobre Brasília, onde o encontro ou reencontro, foi com personagens e paisagens que conheceu quando era director do Jornal do Fundão. A Amazónia foi o último destino onde, na companhia de um beirão, natural de Janeiro de Cima, conheceu realidades e territórios fora dos roteiros turísticos. Foi o missionário, José Cortes, que convidou para apresentar o seu livro na Covilhã.

“Brasil em mim é um livro de crónicas de um vagabundear que não se cansa de descobrir realidades novas, físicas e humanas, mas também visitar pessoas e lugares a que está ligado afectivamente”. José Cortes acrescenta “nas crónicas há um ir e um vir permanente como se não existisse tanto mar a separar essas duas realidades”.

Fernando Paulouro vai regressar ao Brasil no livro que resulta da pesquisa feita durante esta viagem a Minas Gerais. A obra, que tem o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, deverá ser publicada no final do próximo ano.

“É uma figura que está ligada ao Pessoa, viveu no séc. XVIII, tem 25 anos de vivência em Minas Gerais e que acabou queimado pela Inquisição. Na minha estada em Minas Gerais pude fazer o percurso, em geografia, desses 25 anos do meu personagem em Minas Gerais, antes de regressar a Portugal onde o desenlace foi fatal.”

Quanto a “Brasil em mim”, a capa foi concebida pelo designer Francisco Elias e representa a desconstrução da bandeira do Brasil. O livro foi a primeira vez lançado em Brasília.


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