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Sexta, 19 Jan 2018
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POLÍTICA
CMC APROVA ORÇAMENTO
Rádio Cova da Beira
Apenas com o voto contra do CDS/PP, a câmara municipal da Covilhã aprovou por maioria as grandes opções do plano para 2018. O valor global do orçamento ronda os 47 milhões e 700 mil euros e contempla intervenções como o arranque das obras de requalificação do teatro municipal, a recuperação dos edifícios do antigo liceu da cidade e da antiga esquadra da PSP, projectos relacionados com a mobilidade urbana, um centro de BTT e ainda o projecto de requalificação da escola secundária Frei Heitor Pinto.
Por Nuno Miguel em 19 de Dec de 2017
De acordo com Adolfo Mesquita Nunes “este orçamento aumenta em dez milhões de euros a receita do município mas não dá qualquer sinal às famílias, empresas e investidores que vão pagar mais impostos, as mesmas taxas e não vão ter quaisquer novos apoios. É um orçamento que, com mais receita, faz opções erradas na área da despesa. Aumenta a despesa corrente e a despesa com pessoal. É por isso um orçamento sem qualquer ambição e sem qualquer estratégia para a captação de empregos, novos investimentos e novas famílias para o concelho”.
Críticas que o vereador com o pelouro da administração geral e finanças da autarquia rejeita. José Miguel Oliveira sublinha que cerca de metade do valor afecto ao orçamento, 23 milhões de euros, vai ser canalizado para novas despesas de investimento “existe um aumento de dez milhões de euros que se deve àquilo que a câmara prevê realizar de obras e de execução de fundos comunitários. Nesse valor estão incluídas as obras do centro de inovação cultural, que está a aguardar por visto do tribunal de contas, os novos centros de inovação social e empresarial, a obra da escola secundária Frei Heitor Pinto e o plano de eficiência energética com intervenções no edifício dos paços do concelho e na piscina municipal”. 
Já em relação ao aumento de impostos, o valor da taxa de IMI sobe de 0,35 por cento para 0,38 e a derrama também vai ser agravada de 1,2 por cento para 1,3. Uma opção que, de acordo com José Miguel Oliveira, resulta da adesão da Covilhã ao Pael em Setembro de 2012 “com essa adesão a autarquia assumiu a obrigação de aumentar os impostos municipais, ao nível do IMI e da Derrama, a partir de 2015. Tendo em conta os riscos e as eventuais penalizações para os eleitos locais pelo não cumprimento desse plano não tivemos outra alternativa que não fosse a de aumentar esses impostos”. 

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