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Segunda, 23 Abr 2018
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POLÍTICA
RENÚNCIA DE ILÍDIA CRUCHINHO: "HÁ MUITA COISA ESTRANHA"
Rádio Cova da Beira
A renúncia de Ilída Cruchinho “vai marcar politicamente” o actual mandato autárquico em Penamacor. A vereadora eleita na lista do PS à câmara municipal tomou a decisão na sequência de alegadas incompatibilidades com uma empresa da sua família que presta serviços à autarquia.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Dec de 2017

O tema dominou a última sessão da Assembleia Municipal de Penamacor com Lopes Marcelo a anunciar que avança com uma queixa ao Ministério Público e a garantir que a ex-vereadora tinha conhecimento das possíveis incompatibilidades.

No programa RCB “Flagrante Directo”, Anselmo Cunha, que integrou o painel Rádio Cova da Beira de comentadores da actualidade informativa regional, afirma que “este tipo de situações não ajudam a credibilizar os políticos a política”. O ex-presidente da Assembleia Municipal de Penamacor, que tomou a decisão de não se envolver na última campanha eleitoral, garante que enquanto exerceu o cargo nunca ninguém levantou o problema e desconhece a existência de qualquer parecer sobre a matéria. Questionado sobre o porquê de só agora a denuncia aparecer, Anselmo Cunha não sabe a resposta

“Confesso que não sei responder a essa pergunta. A verdade é que, por exemplo, na Assembleia Municipal, no período em que presidi à mesa do órgão, ninguém levantou este assunto. Toda a gente sabe as relações entre a Dr.ª Ilídia Cruchinho e os seus familiares, pai e irmão, que são construtores civis. Ninguém conhecia qualquer parecer sobre o assunto nem sequer sabia que existia um documento”, garante.

Paulo Silveira, outro dos convidados RCB, admira que só neste momento tenha sido colocada publicamente a situação já que há alguns anos alguém parece conhecer essa incompatibilidade

“Há aqui coisas estranhas. A Dr.ª Ilídia e eleita novamente em 2017, porque é que antes não é debatido o tema? Só após as eleições autárquicas é que aparece alguém, que até parece que tinha um conhecimento antecipado do tema, a colocar o assunto?. É tudo muito estranho”, sustenta.

Paulo Rosa, outro elemento do painel de comentadores RCB, não conhece em pormenor o processo, mas refere que a lei tem que ser cumprida

“Para todos a lei tem que ser cumprida. Havendo incompatibilidade esta tem que ser alterada e aqui os núcleos jurídicos das próprias câmaras municipais deveriam ter a obrigação, no acto de posse, de chamar a atenção dos eleitos para eventuais incompatibilidades”.

Um caso que vai ainda dar muito que falar e que para Anselmo Cunha vai marcar politicamente o mandato

Do ponto de vista político marca o mandato, mas também depende do acompanhamento e aproveitamento que a oposição vai ser fazer deste facto político. Não sabemos o que vai acontecer. Agora, este assunto vai marcar politicamente este mandato até porque se trata de uma renúncia dois meses depois após a tomada de posse. Quanto a consequências só tempo dirá”, conclui.


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