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POL√ćTICA
"ISTO √Č UMA VERGONHA"
Rádio Cova da Beira
A frase é do eleito da CDU assembleia de freguesia da União de Freguesias do Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo. José Maria Isidoro chegou mesmo a afirmar que "o mercado no Fundão é à segunda-feira. O que isto?" Questionou o eleito da Coligação Democrática Unitária.
Por Paulo Pinheiro em 15 de Dec de 2017
 

A sessão extraordinária, convocada para análise e votação da primeira revisão orçamental do ano financeiro 2017, que foi reprovada no dia 4 de Dezembro, ficou marcada por uma forte discussão entre Graciosa Ferreira e o presidente do órgão.

A eleita da lista DAR, que esteve ausente da primeira sessão, garantiu que nunca recebeu a convocatória da reunião e soube por Sandra Félix, membro do executivo. Graciosa Ferreira contactou a CCDR que lhe assegurou que, pelos motivos apresentados não lhe pode ser marcada falta. A eleita da DAR, que anunciou que vai suspender o mandato por seis meses, e o presidente da assembleia de freguesia da União esgrimiram argumentos. Face à insistência no tom e discussão gerada, José Luís Gadanho chegou mesmo a anunciar o final da sessão.

“Sr. presidente não tenho condições para continuar a assembleia, dou por encerrada a sessão, voltaremos cá quando o Sr. voltar a convocar.”

Mas tal não se verificou, José Maria Isidoro, visivelmente incomodado com o que ouvia deixou o reparo.

“As pessoas que nos elegeram esperam mais de nós do que aquilo que estou aqui a ver, a diferença de opiniões sempre existiu e vai continuar a existir, não podemos cortar as unhas rentes, temos que fazer as discussões com elevação, porque se nota aqui claramente um espicaçar de pessoas para pessoas, isso não nos leva a nada poerque não se discute aqui o que é essencial.”

Quanto ao único ponto da ordem de trabalhos, a revisão orçamental que prevê a transição do saldo de 130 mil euros de 2’016 para 2017, desta vez foi aprovada com cinco votos a favor (DAR e CDU), na bancada do PS 4 eleitos votaram contra (PS) e dois abstiveram-se (PS).

Dulce Milheiro do PS justificou com cinco pontos o chumbo ao documento: o de só agora ser reflectido no orçamento o saldo transitado de 2016 para 2017, quando deveria ter sido em Abril de 2017; o aumento salarial (custo fixo) sem justificação na ordem dos 20%; as rúbricas associadas a obram terem sofrido um aumento substancial em relação ao roçamento aprovado e ainda mais duas razões.

“Constata-se um aumento do orçamento de cerca de 24%, passando de 565 mil euros para 700 mil euros, em quinto lugar recorreu-se a financiamentos bancários de curto prazo, com juros associados, quando havia saldos transitados do ano anterior superior a 20%, por conseguinte é nosso entendimento que os saldos transitados serviram para financiar o ano eleitoral pelo que votámos contra”.

Para o PS, a revisão apresentada demonstra o eleitoralismo verificado em ano de autárquicas:

“Querer obrigar o PS a viabilizar a revisão que atesta má preparação e gestão de bens públicos é não compreender a importância deste órgão e ignorar a capacidade crítica e responsável dos elementos que a compõem”.

O presidenta da junta da União continua a não entender a posição do PS, promete responder ponto a ponto e lançou um repto aos socialistas:

“A transferência de saldos de um ano para o outro é um acto administrativo corrente, são 30% do orçamento mas até podia ser 50% não tem nada uma coisa a ver com a outra, zero. Eu lanço o desafio: Perguntem à CCDR ou à DEGAL aquilo que acabaram de justificar e que tentaram passar cá para fora.”

Uma sessão tensa, com muitos nervos à flor da pele e com elevada crispação nas intervenções efectuadas. A linguagem por vezes utlizada mereceu, algumas vezes, a reprovação de alguns munícipes, com forte presença de trabalhadores da junta.

Por várias vezes, o presidente da assembleia disse que o PS está no órgão para facilitar e não para complicar, mas é preciso cumprir a lei.

Faltaram à sessão Sebastião Pereira e Luís Oliveira, que enviaram justificações.

A próxima assembleia de freguesia está marcada para o dia 27 de Dezembro, às 21:00H para, entre outros pontos, análise do plano e orçamento para 2018.


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