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Quinta, 21 Jun 2018
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SOCIEDADE
“AS RESPOSTAS SÃO MUITO LENTAS”
Rádio Cova da Beira
O bispo da diocese da Guarda considera que os serviços públicos deveriam ter estado mais presentes no auxílio às populações que foram atingidas pela tragédia dos incêndios florestais do passado mês de Outubro. À margem da tradicional mensagem de Natal, D. Manuel Felício sublinhou que as respostas têm sido lentas e há muito que ainda está por fazer.
Por Nuno Miguel em 15 de Dec de 2017
“As respostas são lentas. E deviam ser muito mais rápidas. Sabemos bem que a madeira queimada for tratada num prazo razoável vale X mas se for depois das chuvas vale muito menos. Passaram dois meses sobre o último incêndio e já tinha havido uma experiência anterior. Em dois meses era para fazer muito mais do que foi feito. O levantamento total está por fazer e isso devia estar terminado porque houve tempo de o fazer. Isso era prioritário para agora dar as respostas devidas às pessoas”.
D. Manuel Felício acrescenta que “Deus queira que estas situações não se repitam mas nós devíamos preparar as pessoas e a coordenação das respostas para a eventualidade de este drama se repetir. Houve uma catástrofe em Junho e outra em Outubro e a de Outubro aprendeu pouco com a de Junho. No meu entender devia ter aprendido mais”. 
O bispo da Guarda referiu ainda que a Cáritas diocesana tem estado no terreno e a procurar resolver algumas situações onde a ajuda da administração central não chegou “posso citar o caso de um senhor que perdeu os seus tractores com os incêndios e eu espero que neste momento ele já os já tenha. Nós não vamos repetir ajudas que são feitas pela administração central mas neste momento a nossa Cáritas está a tomar conta de algumas situações a que é preciso responder”.

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