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Quarta, 17 Jan 2018
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DESPORTO
UBI RECEBEU DEBATE SOBRE VALORES NO DESPORTO
Rádio Cova da Beira
O Departamento de Ci√™ncias do Desporto da UBI em parceira com o Plano Nacional de √Čtica no Desporto, organizaram na passada semana na Faculdade de Ci√™ncias Sociais e Humanas um debate subordinado ao tema "O Desporto tem Valores?" Participaram na iniciativa Carlos Lopes (campe√£o ol√≠mpico), Jorge Faustino (ex-√°rbitro), Rui Quelhas (presidente da AD Fund√£o) e V√≠tor Serpa (diretor do di√°rio "A Bola").
Por Miguel Malaca em 13 de Dec de 2017

 

Numa altura em que o futebol português está envolto em várias polémicas, onde o fair-play e a ética desportiva praticamente não existem, este colóquio teve como principais objectivos " a reflexão sobre esta questão da ética no desporto de uma forma positiva, onde estamos a abranger esta temática em várias escolas e academias de forma a sensibilizar os alunos de desporto ao tema em debate. Uma aposta que pretende incutir valores aos estudantes para que estes, no futuro, possam transmitir boas práticas na sua profissão", referiu José Lima, coordenador do PNED.

 

Quanto aos oradores:

 

Rui Quelhas falou da pressão vinda dos pais dos atletas do seu clube em relação aos treinos e jogos de futsal e a falta de ética dos mesmos.

 

" As pressões dos pais têm sido muito difíceis de controlar e isso não ajuda a construir valores. Só fechando os pavilhões é que os treinadores e o clube poderão no futuro transmitir esses mesmos valores de ética coerentes. Podem estar 200 pessoas no pavilhão a ver um jogo, mas eles só escutam a voz do pai. Em algumas partidas inclusive, até parece que os pais ganharam a guerra e transmitem aos filhos valores não consentâneos com os valores do desporto que preconizamos". Disse o presidente da direcção da AD Fundão.

O ex-árbitro de futebol, defendeu que " não há jogadores mais correctos ou incorrectos, ou árbitros mais sérios ou menos sérios, mas sim, pessoas que são honestas e outras que são desonestas. Actos que partem da própria pessoa e não da função que ocupam". Afirmou Jorge Faustino.

Carlos Lopes falou muito da sua aprendizagem como atleta nos anos 70 no Sporting Clube de Portugal e nos Jogos Olímpicos de 1972 em Munique na Alemanha, como preparação para as conquistas das medalhas de prata nos 10.000 metros em 1976(Montreal-Canadá) e ouro na Maratona em Los Angeles nos Estados Unidos da América em 1984.

"Tinha de estar entre os melhores e na altura o melhor era o Sporting e ainda é. Passei muito tempo a observar outros atletas e aprender com eles. Só para participar nunca foi comigo, ao contrário do que afirmavam os dirigentes da altura. Eu queria participar para ganhar dentro dos valores da ética e fair-play que sempre pautei e me foi transmitido pelos meu treinador. Portanto, para ser campeão olímpico é fácil, difícil é trabalhar para que isso aconteça". Concluiu o ex-atleta olímpico português.

Por último, o director do diário desportivo "A Bola", refere que "desporto sem valores não é desporto. Pode ser outra coisa qualquer, mas desporto não será concerteza. O futebol para ser futebol tem de ter balizas, logo, acredito que no futuro, desporto e ética serão um elo mais predominante no sentido que através do desporto possamos ensinar e crescer com a ética". Disse Vitor Serpa.

O debate finalizou com a comunicação "Desporto com Valores" apresentada pelo professor Manuel Sérgio.

Este colóquio fez parte do programa dos alunos do 1º ano do 1º Ciclo do Curso/Licenciatura de Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior. 

 

 

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