RCB/TuneIn
Domingo, 22 Abr 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
FIM DO CORO INTERMEZZO COM VERSÕES DIFERENTES
Rádio Cova da Beira
Após duas décadas a cantar, o coro Intermezzo terminou. Maestro e elementos enviaram uma carta à SCMF lamentando “a falta de apoio da instituição”. O tema dividiu opiniões na última assembleia geral da Misericórdia do Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 12 de Dec de 2017

Foi o provedor da instituição que introduziu o tema. Jorge Gaspar repetiu o que tinha declarado à Rádio Cova da Beira e garantiu "que não foi por falta de apoio que o coro terminou".


Álvaro Roxo Vaz, que integrou o núcleo fundador, reafirmou tudo o que disse em entrevista à RCB “não tiro uma vírgula aquilo que afirmei. Lamento que tenho sido assim. Fiquei surpreso com a rapidez na convocatória de uma reunião para formar um novo coro afinal o Intermezzo faz muita falta. Expresso a minha tristeza que o Intermezzo tenha terminado”, disse


José Freire, embora há algum tempo afastado do coro, também esteve no início do grupo de pessoas que o criaram e na assembleia geral deixou críticas à forma como terminou a vida do Intermezzo


“Era preferível e mais bonito que a Santa Casa da Misericórdia do Fundão assumi-se que o projecto já não tem viabilidade. Há alguns anos a esta parte o Intermezzo já não integrava os concertos da Academia de Música e Dança do Fundão porque razão foram buscar membros do Intermezzo para um novo coro da SCMF? Não tem lógica nenhuma”, disse.


 Para Manuel Ramos, outros dos membros do coro e actual presidente da mesa assembleia geral da Misericórdia do Fundão, “houve desconsideração da SCMF em relação ao Intermezzo. Há alguém que tem culpas no cartório porque como elementos do coro fomos desconsiderados quer nas actuações da instituição, quer na falta de convites…” 


Também Jorge Colasso pronunciou-se sobre o assunto


“O fim do coro parece que estava premeditado, por culpa de quem? não sei. Se houvesse honestidade da parte da SCMF para com o Intermezzo, quando foi verificado que o grupo estava incapaz de continuar deviam ter referido: Temos possibilidade de ajudar, o que é que querem fazer? Querem ajuda ou desaparecer? Era assim que se fazia, e da parte da SCMF devia existir uma palavra especial ao coro e não esta de se desculpar”, frisou.


Vaz Henriques, membro da mesa da assembleia geral da SCMF, fez uma chamada de atenção à mesa administrativa a propósito de uma referência no plano de actividades de para 2018


“Continuaremos a apoiar o coro de pais e encarregados de educação da AMDF. O que isto quer dizer é que esta estrutura foi constituída ainda antes do fim do Intermezzo. Isto foi premeditado por alguém”, salientou.


À RCB, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) nega que o fim do coro tenha sido premeditado e entende não haver lugar a nenhum pedido de desculpas


“O coro não acabou por culpa do provedor e nós só temos que pedir desculpas quando nos achamos culpados de alguma coisa. A SCMF proporcionou todos os meios necessários ao Intermezzo para poder continuar. Dei sugestões, disse aquilo que pensava e de algum modo fiz o prognóstico daquilo que podia acontecer se não se renovassem e os números são claros: começaram com cerca de 40 elementos e actualmente eram 15”, destacou Jorge Gaspar.


De acordo com o provedor, quando a SCMF percebeu “que existia uma desmotivação” no Intermezzo a instituição, em Maio, procurou integrar e constituir um coro mais global da Misericórdia ado Fundão, com gente mais nova, com os pais, porque não queríamos criar ruma estrutura paralela. A ideia é conceber um coro que agregue os membros do Intermezzo e abri-lo à comunidade. Todos podem pertencer”, Jorge Gaspar


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados